"Um imortal eu posso ser. Uma fênix para sempre renascida. Um errante na eternidade. Mas, se for para mim morrer aqui, essa morte levaria uma eternidade....
... Se eu era uma fênix, então eu era uma fênix presa (nas rochas) obsidianas, qual uma mosca aprisionada no âmbar". Quando eu terminei "O Campeão Eterno", primeiro livro da trilogia de Erekosë, escrito no mesmo ano que esse, fiquei impressionado. Não obstante ter lido vários títulos de Michael Moorcok, aquele havia sido um dos mais empolgantes; de capa à contracapa do livro. Era a maior expectativa do Multiverso ver a continuação da saga dos Eldren. Eis que a Fênix em Obsidiana muda completamente o foco. Assim como o quinto livro de Hawkmoon foca numa outra heroína, aqui, o segundo de Erekosë, fica em outro herói e outro multiverso. Não que a saga de John Daker como Conde Urlik Skarsol, o senhor do Gelo Sul, e sua batalha em Rowernarc, os Guerreiros Prateados, o Fiorde Escarlate, o povo da Lua, a Senhora do Cálice etc não seja interessante. Todavia, ainda que a leitura seja fluida, a trama de verdade demora muito para engrenar. É muito legal o processo dele conseguir a Espada Gelada (Preta) , mas até o fim do segundo, de quatro livros, eu achei a estória muito enrolada. Parece que não começa nunca. Contudo, após a caçada do gigantesco Veado-Do-Mar, feita pelo Bispo Belphig que livro fica tão bom quanto se espera de um livro de Michael Moorcock. Um dos destaques, ao meu ver, é a canção da Lâmina Negra, que diz muito sobre a natureza desta versão do Multiverso que estamos vivenciando. Um detalhe que passa despercebido é que o Companheiro de Heróis, que a aqui aparece como o anão Jermays, fala um pouco e desaparece. Ainda que seja continuado por "O Dragão na Espada" do próprio Erekosë, este livro tem relação direta com o eventos de "A Busca por Tanelorn", que fecha a saga de Hawkmoon. *
