Tremendously popular in her lifetime, Elizabeth Gaskell has often been overshadowed by her contemporaries the Brontës and George Eliot. Yet the reputation of her long-neglected masterpiece Wives and Daughters continues to grow, fulfilling Henry James’s prophecy that the novel would "continue for years to come to be read and relished . . .so delicately, so elaborately, so artistically, so truthfully, and heartily is the story wrought out.” An enchanting tale of romance, scandal, and intrigue in the gossipy English town of Hollingford around the 1830s, Wives and Daughters tells the story of Molly Gibson, the seventeen-year-old daughter of a widowed country doctor. When her father remarries, she forms a close friendship with her new stepsister—the beautiful and worldly Cynthia—until they become love rivals for the affections of Squire Hamley’s sons, Osbourne and Roger. When sudden illness and death reveal some secrets while shrouding others in even deeper mystery, Molly feels that the world is out of joint and it is up to her—trusted by all but listened to by none—to set it right.
Wives and Daughters -
Elizabeth Gaskell
"All sorts of thoughts cross one’s mind—it depends upon whether one gives them harbour and encouragement." "Esposas e Filhas" é um romance que apresenta a vida familiar de duas famílias na Inglaterra rural do século XIX. O leitor é primeiro apresentado ao laço carinhoso da personagem principal, Molly Gibson, com seu pai viúvo. Depois, também conhecemos os Hamley, uma família tradicional e dona de terras da região. De acordo com o progresso narrativo, observa-se uma teia complexa das relações domésticas e comunitárias, e ilustra muito bem como é perder ou ganhar parentes. Que lástima o livro não ter sido terminado, em decorrência do falecimento da autora. A crítica que eu faria, então, é atenuada, imaginando o rumo satisfatório que a história haveria de tomar; de qualquer maneira, devo dizer que fiquei agoniada pela falta de protagonismo da protagonista. Vamos dizer que o livro se abre em muitas tramas, mas às vezes fiquei cansada de ler tanto sobre Cynthia ou os Hamley, que Molly parecia uma personagem secundária. Além disso, os personagens são muito bem construídos, cada um é verdadeiramente único e envolvente. Clare, por exemplo, é para ser a 'madrasta má', mas pode ser possível afirmar que ela realmente é tão má, sendo que suas ações não são tão nocivas? Mas qualquer um que tenha lido dirá que é uma madrasta má, pois conhece seus pensamentos e motivações por trás das suas ações, e também o resultado delas nem sempre inspira a satisfação geral. Enfim, o que quero argumentar é que a autora foi muito perspicaz ao criar essa personagem, já que esse tipo de caráter malicioso é o mais provável de encontrarmos nas pessoas na nossa vida, e ser alvo desse tipo de gente nos adoece silenciosamente, assim como atingiu Mr. Gibson. Recomendo a qualquer um, se possível, que leia o original e evite traduções de baixa qualidade. Inicialmente, estava lendo em português, e essa versão continha comentários estúpidos do tradutor, mas o pior é que o texto em si era confuso, excessivamente gerundista e literal, que não poderia acreditar que qualquer romancista escreveria assim. Minhas suspeitas estavam certas, e a escrita de Elizabeth Gaskell não é o que eu descreveria como fácil de ler. A repetitividade tornou-a menos prazerosa, mas, acima de tudo, é uma boa prosa romântica.
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