História de pobres amantes (Clássicos Modernos #40) -

    Vasco Pratolini

    Abril
    1975
    383 páginas
    12h 46m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Publicado em 1947, o romance situa-se na décado de 1920 e dá uma visão da pobreza de Florença no apogeu do Fascismo de Mussolini. Retrata o ambiente da Via del Corno, onde se desenrola uma história de amor mesclada pelas alegrias e tristezas desses pobres amantes, de suas relações com a família e com os vizinhos; fala dos dramas provocados pelo sexo, pela cobiça, pela miséria ou pelo amor. Seus personagens conservam, porém, a fé num futuro menos amargo.

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    Maria Cecília Venturini picture
    Maria Cecília Venturini08/07/2012Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A Itália no início do fascismo.

    A história se passa em Florença, nos anos de 1924 a 1927.Época que os fascistas estavam se consolidando no poder. Os personagens moram todos em uma ruela, Via del Corno ( ainda existente). São tantos esses personagens que logo no início do livro tive de fazer uma lista dos nomes, profissões e relacionamentos o que facilitou o continuar da leitura .Entre muitos:o carvoeiro Nesi e seu filho Otelo que se casa com a amante do pai;o ferreiro Maciste, lider da comunidade, comunista e por isso perseguido pelos fascistas; o dono do prostíbulo, Alberto Cervi; Carlino, fascista de carteirinha;a Senhora, uma ex-prostituta já idosa ,não gosta dos moradores, mora no terceiro andar de onde vê tudo que se passa na rua e adora ficar com mulheres jovens com a desculpa de ajudá-la; Aurora, Milena, Bianca e Clara que, desde crianças ,são chamadas de Anjos da Guarda e seus envolvimentos com rapazes do bairro, Bruno, Mário, Eugênio e Otelo. Como em O Cortiço de Aluizio de Azevedo, todos se relacionam,escutam as conversas através das paredes, mexericam nas janelas e se interessam por tudo que se passa em sua comunidade. O autor descreve várias festas tradicionais italianas. E, ao final, quando chega um novo morador uma das moças do local tenta explicar o relacionamento dos moradores e vendo o quanto era difícil a compreensão, resolve simplificar e dizer " formamos um clã".

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