Os Maias -

    Eça de Queiroz

    Porto Editora
    2011
    720 páginas
    1d 0h 0m
    ISBN-13: 9789720049575
    Português

    Trata-se da obra-prima de Eça de Queirós, publicada em 1888, e uma das mais importantes de toda a literatura narrativa portuguesa. Vale principalmente pela linguagem em que está escrita e pela fina ironia com que o autor define os caracteres e apresenta as situações. É um romance realista (e naturalista), onde não faltam o fatalismo, a análise social, as peripécias e a catástrofe próprias do enredo passional. A obra ocupa-se da história de uma família (Maia) ao longo de três gerações, centrando-se depois na última geração e dando relevo aos amores incestuosos de Carlos da Maia e Maria Eduarda. Mas a história é também um pretexto para o autor fazer uma crítica à situação decadente do país (a nível político e cultural) e à alta burguesia lisboeta oitocentista, por onde perpassa um humor (ora fino, ora satírico) que configura a derrota e o desengano de todas as personagens.

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    João Paulo C picture
    João Paulo C14/05/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Esse é um grande romance de Eça de Queirós onde pode-se observar a vida da sociedade portuguesa da época e a luta entre realismo e romantismo. Tanto o livro quanto a minissérie são ótimos, apesar de que gostei mais da minissérie por ter partes mais dramáticas, como o reencontro dos dois no final e também por desenvolver por mais tempo a história de Maria Monforte e Pedro da Maia. No fim me perguntei o que seria de Maria Eduarda e Carlos, pois criaram um laço de amor muito forte e depois de tudo terem de se ver apenas como irmãos seria impossível. Mais um livro que com certeza é meu favorito pelas descrições, belezas e dramas apresentados. Não há como não se apaixonar por Maria Eduarda e Maria Monforte e toda a beleza daquela época. Trecho preferido: " ...ela passou diante deles, com um passo soberano de deusa, maravilhosamente bem feita, deixando atrás de si, como uma claridade, um reflexo de cabelos de ouro e um aroma no ar." (pág.134)

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