Geraldino Brasil (1926 - 1996) é o pseudônimo de Geraldo Lopes Ferreira, poeta brasileiro dos mais importantes surgidos no século XX, que nasceu em Alagoas e viveu quase todo tempo em Pernambuco. Publicou diversos livros, como Poemas insólitos e desesperados, Rosas no ar, Sonetos de sol, A presença da ausência, Cidade do Não, Bem súbito, Sextinas de sol, entre outros. Acaba de sair na Espanha mais uma sua antologia de poemas: Poemas útiles, traduzidos por Jaime Jaramillo Escobar, que diz sobre ele: "Geraldino soa familiar, com seu estilo de conversa, não isento de humor e ironia, mas sempre cheio de amor, na linha dos grandes mestres. Seus novos leitores encontrarão nestas páginas um poeta extraordário, de fácil leitura, que desperta de imediato sentimentos de proximidade. Uma vez conhecido, Geraldino passa a ser nosso poeta de cabeceira. Desde César Vallejo, este é o outro livro que também mereceria o título de "poemas humanos". Mas sem tanta amargura. "Se a Unamuno lhe doía a sua Espanha, a mim me alegra o Brasil", escreveu Geraldino em uma das "orelhas de seus livros". Dele as Edicões Bagaço publicaram O fazedor de Manhãs e Todos os dias, todas as horas. Sobre as suas sextinas disse Fernando Memdes Viana: "Excelente, sim. E até por que não ousar e usar as palavras máximas de louvor quando cabem? Geniais. Assim temos a consagração de um insólito renovador tradicionalista que ousou medir-se e triunfar no perigoso jogo de uma rigorosa e antiga tradição".

