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    O Desconcerto do Mundo -

    Gustavo Corção

    Agir
    1965
    252 páginas
    8h 24m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.7
    7 avaliações
    Leram11Lendo2Querem65Relendo0Abandonos2Resenhas0
    Favoritos1Desejados65Avaliaram7

    Um livro que nos fala sobre a alma humana, suas capacidades racionais, o pecado original e suas conseqüências, tudo isso e mais ainda através da visão dos poetas, romancistas e pintores. Assim é construído O Desconcerto do Mundo. Corção parte de uma estrofe de Camões para analisar as razões dos líricos queixumes. De início exige de si mesmo um questionamento sério e verdadeiro: «Não, não pode ser convencional, nem pode deixar de ser verdadeiro esse recado de mágoa que vem de longe, e que parece ser uma dor do Universo expressa por boca humana; sim, que parece ser uma dor primeira que remonta às origens do mundo». Em seguida procura no pensamento dos poetas e pensadores o porque dessa aflição: Chesterton, Pascal, Camus, Hugo. E em todas as religiões do mundo, a mesma dor, a mesma confusão. A análise do problema do mal continua com o Eclesiastes e o livro de Jó, elevando-se a considerações de ordem sobrenatural com a teologia das bem-aventuranças. Em três momentos distintos, poesia, romance e pintura, nosso autor nos faz ver além da superficialidade comum dos eruditos, destilando para nós um ensinamento de verdadeira cultura, de vida, de sabedoria.

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    4.7 / 7
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    Gustavo Corção Braga profile picture

    Gustavo Corção Braga

    Gustavo Corção Braga formou-se engenheiro, em 1920, pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro, especializando-se depois em eletrônica. Convertido ao catolicismo em 1936, voltou-se para a filosofia tomista, passando a estudar teologia com os monges beneditinos e tornando-se oblato. Teve importante atuação no Centro Dom Vital (RJ), fundado por Jackson de Figueiredo. Jornalista polêmico e anticomunista, engajou-se na ala conservadora do pensamento católico e, a partir de 1946, escreveu para diversos jornais: Tribuna da Imprensa, Diário de Notícias e O Estado de S. Paulo. Em sua obra, destacam-se "A Descoberta do Outro" (1944), um impressionante relato de sua conversão ao catolicismo, "Três Alqueires e uma Vaca" (1946), ensaio no qual explica, de maneira pormenorizada, a forte influência de G. K. Chesterton em sua formação, e "Lições de Abismo" (1950), seu único romance, uma das obras-primas da literatura brasileira, premiado pela Unesco e traduzido para inúmeras línguas. O autor Ariano Suassuna assim testemunhou acerca de seu amigo, em 11/11/1971, para o número de novembro de 1971 da Revista Permanência, que homenageou os 75 anos de vida de Corção: "Ele era um homem boníssimo, talvez impulsivo e arrebatado nos seus impulsos, mas de uma bondade que transparece, à primeira aproximação, nos seus olhos pequenos, azuis, vivos, risonhos inteligentes e que – por mais estranho que isso possa parecer a quem não o conhece ou não gosta dele, de longe – são olhos de menino. Ele não tem nada de intratável: apenas é um homem de princípios, corajoso e inflexível quando sustenta os princípios que julga certos."

    29 Livros
    61 Seguidores
    RJ, Brasil

    Gustavo Corção Braga