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    O Fantasma da Máquina -

    Arthur Koestler

    Zahar
    1969
    424 páginas
    14h 8m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4
    5 avaliações
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    Tem-se comparado a evolução com um labirinto de becos sem saída, e não, é nada estranha nem improvável a suposição de que a estrutura mental originária do homem, embora superior à de qualquer outra espécie viva, se ressinta de um erro intrínseco ou deficiência que o predispõe para a autodestruição. Investigar as causas dessa deficiência é tarefa que começou com o Livro do Gênese e desde então se faz sem solução de continuidade. Cada idade oferece um diagnóstico, desde a doutrina da queda do homem até a hipótese do instinto de morte. Embora as respostas sejam inconclusivas, vale a pena apresentar as perguntas. Estas têm sido formuladas na terminologia específica de cada época e de cada cultura, e assim é inevitável que nos nossos dias sejam expressas na linguagem da ciência. Mas acontece que, embora pareça paradoxal, a ciência de tal maneira se atordoou, no curso do século passado, com as suas próprias conquistas, que se esqueceu de fazer as perguntas adequadas, ou recusou-se a fazê-las sob o pretexto de não terem sentido e, de qualquer modo, não interessarem ao cientista.

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    Kösztler Artur profile picture

    Kösztler Artur

    Arthur Koestler foi um jornalista, escritor, e ativista político judeu húngaro radicado no Reino Unido. Filho de pai húngaro e mãe vienense, ambos judeus, viveu na Hungria até a queda do governo comunista de Béla Kun. Refugiou-se inicialmente em Viena, mas posteriormente viveu em outros países europeus como França e Reino Unido. <br>Dedicou-se durante esses anos ao jornalismo e a movimentos políticos. Seu engajamento na defesa de Málaga lhe causou prisão pelas tropas de Francisco Franco e condenação à morte. Foi salvo graças à libertação pelas tropas inglesas. <br>No campo literário, produziu obras de forte cunho psicológico, mesclando criação e experiência vivida. A mais notória delas é <i>Darkness at Noon</i> (O zero e o infinito), uma crítica contundente ao despotismo stalinista, que lhe valeu a inimizade dos escritores Jean-Paul Sartre e Albert Camus. <i>Darkness at Noon</i> foi considerada um dos 100 melhores romances de todos os tempos pela editora americana Modern Library.

    19 Livros
    16 Seguidores

    Kösztler Artur