Toda vez que leio algo de Machado de Assis, uma certa expectativa de uma narrativa psicológica colorindo as primeiras páginas se apresenta... acho que o é resultado de ter tido um de seus contos mais emblemáticos, A Cartomante, como minha leitura inicial do autor.
Iaiá Garcia pertence a uma leva diferente, do que os estudiosos chamam de fase final do Romantismo do autor. É possível perceber certos nuances como o amor impossível, a heroína idealizada e o conflito com o triângulo amoroso, mas francamente, é possível ver as mesmas coisas em outras obras como Dom Casmurro que é considerada Realista.
As características citadas não deixam a leitura açucarada, não pense nem por um segundo que vai ler uma obra de Alencar. Iaiá Garcia traz suficiente questionamento do narrador e crítica social sobre a situação feminina para ser facilmente reconhecida pelo estilo do autor.
Recomendo.