A Ciência Sagrada -

    Swami Sri Yukteswar

    Self-Realization Fellowship
    2011
    126 páginas
    4h 12m
    ISBN-13: 9780876121832
    Português Brasileiro

    Com incomparável sabedoria e discernimento, Sri Yukteswar, mestre de Paramahansa Yogananda, explica a evolução universal da consciência, da energia e da matéria – o espectro integral da experiência a que chamamos de "vida". O autor apresenta uma visão holística do homem e do universo – e mostra de que maneira essa visão apoia os princípios do viver natural no corpo, na mente e na alma. Fundamentado nas verdades mais profundas da religião, o livro oferece ainda conselhos práticos para a aplicação na vida diária, descrevendo os princípios físicos, mentais, morais e espirituais que governam a expansão da consciência humana. “A Ciência Sagrada” demonstra, pela interpretação de passagens paralelas das escrituras hindus e cristãs, a unidade essencial dos grandes ensinamentos religiosos do Oriente e do Ocidente. Sobre seu mestre, Yogananda escreveu: “Swami Sri Yukteswar (...) colocando os textos sagrados sobre a mesa imaculada de sua mente, era capaz de dissecá-los com o bisturi do raciocínio intuitivo, separando as verdades – tal como foram originalmente expostas pelos profetas – das interpretações equivocadas dos eruditos.”

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    Fabio Shiva09/05/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Jai Paramguruji!

    GUIA DE VIAGEM PARA UMA JORNADA DE MIL ANOS... OU SÓ UM DIA Quarta Resenha Em 2020 terminei de ler pela primeira vez “A Ciência Sagrada”, depois de ter lido a primeiro capítulo do livro por cinco vezes, a cada vez voltando ao início por considerar aqueles ensinamentos tão preciosos e complexos que eu precisava ler de novo até ter uma compreensão mais ampla. Meu querido Manoji Axel Guedes me convenceu a ler o livro do início ao fim, mesmo sem entender completamente, feito que realizei pela primeira vez em 2020. Desde então, decidi ler novamente “A Ciência Sagrada” uma vez por ano e ir anotando as principais impressões a cada leitura. Desde o ano passado achei propício iniciar essa leitura anual por volta do dia 9 de março, data do mahasamadhi de Swami Sri Yukteswar, pois assim, lendo uma página ou duas a cada noite, antes de deitar, terminaria a leitura por volta de 10 de maio, dia do nascimento do Mestre. Esse termo mahasamadhi (ou “grande êxtase”) designa a “última meditação” e o abandono voluntário do corpo por parte de grandes iogues. Não é incomum, no caso de pessoas de realização divina, que elas sejam capazes de saber com antecedência o momento da própria morte. Como aconteceu com o nosso mahatma brasileiro, Chico Xavier, que disse que partiria em um dia de festa no Brasil, quando todos estivessem felizes, para que ninguém chorasse por ele, e que de fato desencarnou em 30 de junho de 2002, dia em que a seleção brasileira venceu a Alemanha por 2 x 0, sagrando-se pentacampeã do mundo. Falei um pouco sobre isso para dar uma ideia da grandeza de “A Ciência Sagrada”, escrito por uma pessoa que alcançou tal estado de consciência que a tornou capaz de desvendar os enigmas do livro bíblico do Apocalipse à luz dos ensinamentos da yoga. É disso que trata boa parte do livro, escrito por determinação de Mahavatar Babaji (mestre do mestre de Sri Yukteswarji): demonstrar, por meio de citações comparadas, que os ensinamentos de Cristo e de Krishna são fundamentalmente os mesmos. Mas isso é só o começo. Pois daí “A Ciência Sagrada” segue, demonstrando o passo a passo de uma jornada que pode bem durar milhares de anos: o encontro consigo mesmo, com a Verdade ou Reino de Deus que habita dentro de cada um de nós. Essa viagem pode levar esse tempo todo e até mais, mas também pode ser realizada em uma fração de segundo, pois não se trata de chegar a algum lugar externo, mas de acessar algo dentro de si mesmo. Afinal, como ensinam os mestres, a iluminação consiste apenas em tomar consciência daquilo que se é. Essa propriedade ambígua da jornada espiritual é muito bem sintetizada em uma comovente canção de Paramahansa Yogananda (principal discípulo de Swami Sri Yukteswar e fundador da Self-Realization Fellowship, organização mundial destinada a demonstrar a unidade fundamental de todas as religiões verdadeiras e ao ensino de técnicas científicas de meditação): “No vale da tristeza, mil anos ou só um dia Esperarei só por Ti, só por Ti.” Lembrei dessa música ao tomar consciência do quanto Sri Yukteswar faz menção ao “Reino das Trevas” e a como essa concepção se refere não a um inferno metafísico, mas à “realidade” concreta que nós habitamos. “A Ciência Sagrada”, em resumo, é um manual para se libertar do “Reino das Trevas”: “Sendo assim vitorioso sobre os poderes das Trevas e da Ignorância, o homem torna-se um com Deus.” (capítulo 4, sutra 11) Que assim seja! Jai Paramguruji! Jai Gurudev! PARA PURIFICAR O CORAÇÃO DE TODAS AS SUAS MESQUINHARIAS Terceira resenha: Comecei a ler esse maravilhoso livro há mais de dez anos. Suas pouco mais de 100 páginas são divididas em quatro partes, além de uma espetacular introdução que apresenta uma detalhada apresentação sobre as chamadas Yugas ou Eras, com explicações matemáticas sobre um notável erro de cálculo que tem ludibriado a maioria dos estudiosos do assunto, demonstrando que de fato estamos no ano 322 da Dwapara Yuga (e não, graças a Deus! nos séculos iniciais dos quatrocentos mil anos previstos para a sombria Kali Yuga, por conta desse erro mencionado). Só por aí já dá para se perceber que “A Ciência Sagrada” não é um livro qualquer. Muito pelo contrário: trata-se do livro mais repleto de sábios ensinamentos que meus olhos tiveram a ventura de contemplar. Vídeo com citações de Swami Sri Yukteswar: https://youtu.be/Td06XG1b8Ic A primeira parte do livro, “O Evangelho”, traz uma metafísica comparada, ilustrando a cosmologia da Yoga com trechos do livro bíblico do Apocalipse. Swami Sri Yukteswar (cumprindo a sagrada incumbência que lhe foi dada por Mahavatar Babaji) dedica-se a demonstrar que a mesma verdade fundamental é subjacente aos ensinamentos de todas as religiões verdadeiras, e faz isso de forma esplêndida, elucidando as enigmáticas passagens do Apocalipse com sutras da filosofia iogue. Essa primeira parte é tão complexa que li cinco vezes, a cada vez voltando ao começo, por achar que ainda não havia conseguido absorver os ensinamentos de forma satisfatória. Provavelmente ainda estaria nessa rotina, se não tivesse recebido de um amigo (que foi aconselhado por outro amigo) a seguir na leitura do livro até o fim, mesmo sem entendê-lo de todo. E assim fiz, terminando a primeira leitura do livro do início ao fim em 2020. Desde então, me propus a ler novamente uma vez por ano esse livro incomparável, registrando a cada vez as principais impressões de cada leitura. Nessa terceira leitura que faço da obra completa, quero comentar o sublime ensinamento contido no sutra 23, página 76, que resume a jornada da evolução humana em cinco estágios do coração: “O coração humano tem cinco estados: obscuro, motivado, firme, devotado e puro. Por esses diferentes estados do coração classifica-se o homem e determina-se seu estado evolutivo.” Essa jornada de aprendizado e crescimento, desde o coração obscuro até o coração puro, passa inevitavelmente pela purificação do que o grande sábio indiano chama de “as mesquinharias do coração”, conforme descrito nos sutras 12 a 18, página 69 e seguintes: “As oito prisões ou armadilhas são o ódio, a vergonha, o medo, a tristeza, a censura, o preconceito racial, o orgulho da origem familiar e a arrogância.” Dediquei muitas reflexões a esses oito empecilhos na purificação do coração. Mas só reflexões não bastam. O conhecimento só se transforma em sabedoria quando é aplicado na prática. Espero que minha próxima leitura de “A Ciência Sagrada” me encontre com o coração um pouco mais limpinho. Link da resenha de 2013 (parcial da primeira parte): https://comunidaderesenhasliterarias.blogspot.com/2013/01/a-ciencia-sagrada-jnanavatar-swami-sri.html Link da resenha de 2020: https://comunidaderesenhasliterarias.blogspot.com/2020/05/a-ciencia-sagrada-swami-sri-yukteswar.html Link da resenha de 2021: https://comunidaderesenhasliterarias.blogspot.com/2021/06/a-ciencia-sagrada-swami-sri-yukteswar.html Link da resenha de 2022: https://comunidaderesenhasliterarias.blogspot.com/2022/09/para-purificar-o-coracao-de-todas-as.html Segunda resenha: Em 2020 consegui afinal ler do início ao fim essa obra magnífica, após ter lido nada menos que cinco vezes a primeira parte (são quatro ao todo), parando a cada vez e reiniciando a leitura, por achar sempre que tanto conhecimento e tanta sabedoria deveriam ser estudados de novo e de novo, de forma atenta e minuciosa. Por fim, cheguei à decisão de ler o livro todo e voltar a ler nos anos seguintes, sempre em data próxima ao nascimento de Swami Sri Yukteswar (10 de maio), de forma a sintonizar melhor a minha consciência com a excelsa consciência do Mestre. Pois bem, no ano passado fiz a resenha da primeira leitura (https://comunidaderesenhasliterarias.blogspot.com/2020/05/a-ciencia-sagrada-swami-sri-yukteswar.html), detendo-me no fascinante debate sobre as Eras ou Yugas que a humanidade atravessa, alternadamente aumentando e diminuindo sua capacidade de compreensão das leis do universo à medida que nosso sistema solar se aproxima ou se afasta do centro da galáxia. Nessa segunda leitura, o que mais chamou a minha atenção foi a quantidade de ensinamentos preciosos que só pude descobrir agora. Foram inúmeras as vezes em que me perguntei ao ler determinado trecho: “Como é que não reparei nisso na primeira leitura?” Ao meu ver, isso fala tanto da complexidade e profusão dos ensinamentos contidos nesse pequeno grande livro, quanto da nossa (da minha, ao menos) limitada e lastimável capacidade de reter novos aprendizados. Por isso é necessário repetir e repetir sempre! Um dos ensinamentos que me marcaram dessa vez foi a detalhada explanação sobre o modo de alimentação mais adequado para os seres humanos. Após comparar a fisiologia (configuração dos dentes e olhos, trato digestivo etc.) de animais herbívoros, carnívoros, onívoros (como o urso) e seres humanos, Sri Yukteswar conclui: “Nos homens de todas as raças constatamos que os sentidos do olfato, audição e visão nunca os levam a abater animais; ao contrário, eles não podem suportar sequer a visão de tais matanças. Sempre se recomenda que os matadouros fiquem bem afastados das cidades; os homens, com frequência, aprovam leis rigorosas proibindo o transporte a descoberto de carnes para consumo. Pode a carne, então, ser considerada o alimento natural do homem, se tanto seus olhos quanto seu nariz são tão contrários a ela, a menos que disfarçada pelos sabores de condimentos, sal e açúcar? Por outro lado, quão delicioso achamos o aroma das frutas, cujo simples olhar sempre nos deixa com água na boca! Também se pode notar que vários grãos e tubérculos têm aroma e sabor agradáveis, embora fracos, até mesmo quando não foram preparados. Logo, mais uma vez, somos levados a concluir a partir dessas observações que o homem foi destinado a ser um animal frugívoro.” Outra percepção marcante foi a ênfase dada ao Amor como meta final de toda sabedoria, ensinamento que é repetido em vários trechos do livro e que encontra sua síntese nessa bela citação dos versos de Sir Walter Scott: “Na corte, na vila e no bosque, o amor é senhor, E dos homens na terra e dos anjos no céu; Pois o amor é o paraíso, e o paraíso é o amor.” Já aguardo em feliz expectativa pela ocasião de ler essa obra sublime pela terceira vez. Jai Paramguruji! Jai Gurudev! https://comunidaderesenhasliterarias.blogspot.com/2021/06/a-ciencia-sagrada-swami-sri-yukteswar.html Primeira resenha: Agradeço a Deus pela oportunidade que meus olhos tiveram ao contemplar a sabedoria inesgotável contida nas páginas desse abençoado livro, “A Ciência Sagrada”! Essa obra foi encomendada a Sri Yukteswar pelo próprio Mahavatar Babaji, que lhe incumbiu de demonstrar, através de citações paralelas, a unidade fundamental entre o hinduísmo e o cristianismo. Logo na introdução somos brindados por uma dádiva imensurável. O grande sábio demonstra de forma detalhada e precisa que não estamos mais na Kali Yuga ou Idade das Trevas, mas já avançando na era seguinte de Dwapara Yuga, mais precisamente, nesse 2020 d.C., em 320 Dwapara. Como pretendo ler esse livro maravilhoso ao menos uma vez por ano daqui para frente, dedicarei essa primeira resenha apenas a essa questão das eras. Por que é tão importante estarmos em Dwapara e não em Kali? Essa terminologia, a princípio, só faz sentido para pessoas familiarizadas com os textos védicos. Contudo o significado por detrás dessas expressões é relevante para qualquer honesto buscador da Verdade, independentemente de sua orientação religiosa. Boa parte das pessoas que sabe o que são as Yugas (eras) acredita que estamos vivendo hoje em Kali Yuga, uma era em que a consciência do homem é capaz de apreender apenas a matéria grosseira. É marcada pela ignorância, pela violência e pelo domínio masculino. De acordo com essa proposição, que Sri Yukteswar demonstra estar equivocada, a humanidade teria pela frente nada menos que 400 mil anos de escuridão, ignorância e violência. Uma perspectiva por demais sombria. Swami Sri Yukteswar explica como as Yugas estão relacionadas com o ciclo astronômico conhecido como precessão dos equinócios e com a aproximação de nosso sistema solar do centro da galáxia. Em resumo, a cada 24.000 anos o sol se aproxima e se afasta do centro da Via Láctea, determinando movimentos cíclicos de ascensão e declínio de consciência para a humanidade. Assim, a Kali Yuga dura na verdade 1.200 anos na fase descendente, mais 1.200 na fase ascendente. O último ciclo de Kali Yuga se deu entre o ano de 700 a.C. até 1700 d.C., com o ponto mais baixo da consciência humana ocorrendo por volta de 500 d.C. Não por acaso, só para exemplificar, esse período coincide com a Idade Média. Na Dwapara Yuga o homem começa a acessar a realidade elétrica da matéria. É um período de grande avanço da ciência e de muitas invenções que “demonstram a ilusão da distância”. Acho que essa expressão das escrituras hindus descreve de forma poética, mas bastante acurada, invenções como o automóvel, o avião, o rádio, o telefone, a televisão, a internet... Além disso, Dwapara Yuga é marcada pela ascensão das mulheres ao poder. Louvado seja Deus por isso, algo que já começamos a ver acontecendo em nossos dias. Poderia continuar falando sobre esse tema indefinidamente, e ainda estou me referindo apenas à introdução de “A Ciência Sagrada”. Recomendo de todo coração a leitura desse maravilhoso livro. Jai Paramguruji! https://comunidaderesenhasliterarias.blogspot.com/2020/05/a-ciencia-sagrada-swami-sri-yukteswar.html

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