A Condessa Cega e a Máquina de Escrever - Uma história da Itália do século XIX

    Carey Wallace

    Rocco
    2012
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-13: 9788532527134
    Português Brasileiro

    Em 1808, o inventor italiano Pellegrino Turri di Castelnuovo construiu a primeira máquina de escrever do mundo para ajudar a condessa Carolina Fantoni da Fivizzono, que havia ficado cega, a se comunicar. As cartas que ela enviou a ele foram a inspiração da americana Carey Wallace para o romance A condessa cega e a máquina de escrever, que mistura realidade e elementos de ficção ao narrar a história desses dois personagens. Nascida em uma família rica e tradicional, a condessa Carolina Fantoni descobre, aos 18 anos, que está ficando cega. Sem saber o motivo, ela perde a visão aos poucos, e quando tenta contar aos pais e ao noivo o que está acontecendo, ninguém a leva a sério. Somente Turri, um excêntrico inventor de quem é amiga desde a infância, entende a gravidade da situação e lhe dá um presente muito especial: uma máquina de escrever criada por ele para que ela possa se comunicar por carta com quem quiser, sem a ajuda de ninguém. Em seu aniversário de sete anos, Carolina ganhou do pai um lago construído em um trecho isolado da propriedade da família. Apaixonada pela solidão, a menina tinha permissão para passar dias e noites em uma pequena cabana construída às margens do lago. É lá que ela se torna amiga de Turri, um rapaz dez anos mais velho e muito criativo, vizinho dos Fantoni. Os anos passam e a amizade entre Carolina e Turri se torna cada vez mais forte. Ele faz questão de mostrar a ela suas invenções e os dois ficam horas conversando. Mas, quando a filha cresce, o casal Fantoni passa a ver com desconfiança essa relação, especialmente depois que Turri se casa com Sophia, cinco anos mais moça do que ele, e Carolina fica noiva do jovem Pietro. Ainda assim, os dois conseguem manter contato, encontrando-se no lago, mesmo depois da visão da condessa ser praticamente tomada pelas sombras que aumentavam cada vez mais rápido. Carey Wallace cria uma trama de amor, amizade e companheirismo, que conquista e envolve os leitores aos poucos, na mesma proporção em que aumentam, na história, o afeto entre Carolina e Turri e a cegueira da protagonista. A condessa cega e a máquina de escrever mistura elementos dos romances góticos e vitorianos para revelar a construção do amor e o triunfo da imaginação sobre as adversidades.

    Resenhas (7)Ver mais
    Fabi H. picture
    Fabi H.31/08/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A condessa cega, seus sonhos e amores

    Descobri esse livro sem querer e fui atraída de maneira irresistível. Gostei muito de como a história foi estruturada e muitas vezes me senti dentro do sonho de outra pessoa. As histórias se misturam, os sonhos se confundem com a realidade e a condessa cega consegue enxergar no sonhar. Achei a dinâmica das relações interessantes, como a cegueira afetou a vida da condessa e como aprisionou também. Ela não de encaixava mais na sociedade, no casamento e até como filha ela precisou se reencontrar. O mundo que ela vivia era baseado em beleza, ela se encantou com o marido, ela amava contemplar o lago, a alta sociedade a via como um animal exótico e o marido como um belo brinquedo. Fiquei incomodada com isso, com a falta de tato das pessoas, até dos pais dela, só restou um amigo, que entendia, amava e inventou uma máquina para ela escrever suas próprias cartas, mantendo algum contato com o mundo e um pouco de liberdade e autonomia. Este é um livro que mistura sonho e realidade, fatos e conjecturas e passado e presente, de uma forma quase onírica e que prende a atenção do começo ao fim. Acima de tudo é uma linda história de amor. Terminei achando que uma releitura vai ser ainda mais prazerosa.

    9 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.6 / 72
    • 5 estrelas18%
    • 4 estrelas47%
    • 3 estrelas24%
    • 2 estrelas8%
    • 1 estrelas3%