A Aguadeira e a Flor -

    Arlene Holanda

    Conhecimento Editora
    2009
    112 páginas
    3h 44m
    ISBN-13: 9788598603650
    Português Brasileiro

    Li (algumas reli), devagar e como que ouvindo, as histórias que a poeta Arlene Holanda teve o gosto bom de contar neste seu livro novo, com um jeito de dizer que é só dela. A sua fala flui como água de regato, que às vezes tem fundura, mas é sempre clarinha. Ela me faz lembrar o meu mestre Manuel Bandeira, dizendo que não confiava em poeta que na prosa parece cavaleiro desmontado. Minha confiança nesta cearense não vacila. Thiago de Mello

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    Luan Bezerra23/01/2025Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    “O mundo sobrevive aos poetas”

    Quando perguntamos sobre poesia sempre ditamos que algo deva ser parecido e coerente aos autores clássicos, como a exemplo de Lispector e Pessoa. Isso quem criou, em certa parte, fui eu, que achava que poesias ou livro de poesias deveriam refletir o abstrato da vida, do cotidiano, ou de outros vários aspectos sobre o próprio autor. Arlene Holanda vem justamente para quebrar com esse paradigma meu. A poesia pode ser inventada, pode ser reflexiva, pode ser uma refração de tantas histórias de tantas pessoas que passaram na sua vida; em tese, é isso que ela mostra, de que todas as poesias são verdadeiras e remetem a vivacidade de ícones que perduraram na sua vida com um pouco – e admito, GRANDE – reflexão. Peguei esse livro no fundo do baú de livros, e decidi estudar um pouco de como funciona a poesia; e por incrível que pareça, perdido em conceitos vindos de outras pessoas, o livro me encantou quebrando mais ainda a visão do “clássico poético”; e alimentou o hábito de que poesia pode ser sim qualquer coisa, sobre qualquer coisa, contanto que saiba ligar cada linha “confusa” dela.

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