Abaixo de Zero -

    Bret Easton Ellis

    Rocco
    2012
    176 páginas
    5h 52m
    ISBN-13: 9788525425102
    Português Brasileiro

    Abaixo de Zero é o aclamado livro de estreia de Bret Easton Ellis. Lançado em 1985, é um retrato visceral da geração perdida dos anos 80. Clay, o protagonista, de férias da faculdade, volta para a casa dos pais em Los Angeles. Juntamente com os amigos da época do colégio e uma antiga namorada, entra numa espiral de drogas, sexo e dinheiro que acentua o vazio existencial de toda essa geração. Esse destino incerto é retomado pelo autor 25 anos depois em Suítes Imperiais (Rocco, 2011), no qual mostra esses mesmos personagens, já adultos, confrontando suas experiências passadas. Com seu primeiro livro, Bret Easton Ellis – que, na época do lançamento, tinha praticamente a mesma idade dos personagens – chamou a atenção para a passividade e a inconsequência dessa juventude e delineou aquela que seria a temática central de sua obra: como as cicatrizes da adolescência podem ser profundas e difíceis de apagar.

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    Robson Miranda 04/09/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Desapareça Aqui

    De todas as frases clichês do livro esta é a que mais faz sentido. Desaparecer no meio de vários Como livro de estreia, a obra é excelente. Trata de um vazio existencial juvenil traduzido em frases de efeito, como: "Se eu quero, eu tomo; se eu posso, eu faço." "Não tenho nada a perder." Acho que o Danny Boyle só não pegou para adaptar isto em filme porque iria repetir outras obras já feitas com a mesma temática. As cenas se sucedem com destreza, e o autor mantém uma certa sutileza não descrevendo mais do que deve. Mas de qualquer forma, não consegui engolir o efeito do Clay diáfano que vive um dia na vida de Julian e não se envolve. Não entendi o interesse dele por Julian também. E não aceitei o diálogo dele com a Blair que ele mesmo desmentiu no episódio do coiote. Acho que, a fim de construir o personagem de rei do gelo, que é do Clay, e que se estende a sua turma, o autor sacrifica algumas coisas críveis. Ao que parece o autor culpa os pais pelo estupor dos filhos. Não sei. Durante a leitura lembrei daquele índio que os jovens de Brasília colocaram fogo. São da mesma geração. Gostei da leitura. Mas não sei se ela me mudou. Preciso refletir um pouco sobre.

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