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    The Winter of the World (The Century Trilogy #2) - Century Trilogy, Book Two

    Ken Follett

    Berkley
    2012
    960 páginas
    1d 8h 0m
    ISBN-10: 0525952926
    4.6
    70 avaliações
    Leram120Lendo13Querem49Relendo0Abandonos3Resenhas5
    Favoritos13Desejados49Avaliaram70

    The 'Century Trilogy' tells the entire history of the twentieth century, seen through the eyes of five linked families - one American, one English, one German, one Russian, and one Welsh. This second volume, titled 'The Winter of the World', is about the Spanish Civil War, the Second World War, and the development of nuclear weapons.

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    Fernanda Cristina V Reis picture
    Fernanda Cristina V Reis03/10/2012Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O segundo volume da Trilogia do Século de Ken Follett retoma a jornada das cinco famílias apresentadas no primeiro, Queda de Gigantes, mas agora quem está em foco, junto com a Guerra civil Espanhola e a II Guerra Mundial, são os filhos dos personagens. A narrativa se inicia com Carla Von Ulrich, filha de Walter e Maud. Aos 11 anos, ela logo é confrontada com a dura realidade do Terceiro Reich na Alemanha. Sua família ainda tem prestígio e seu pai é membro respeitado do partido. Mas a ascensão dos nazistas vai mudar radicalmente este quadro. Carla cresceu com os ideais pacíficos e de igualdade de seus pais, e depois de, ainda com 11 anos, fazer o parto de sua empregada, ela decide ser enfermeira (na verdade, ela queria ser médica, mas mulheres não eram permitidas na faculdade na época) e serve durante a Guerra. Uma grande tragédia vai marcar profundamente Carla, e sua vida vai ser muito regida por esse evento (que eu não vou falar o que é, para não estragar) e logo ela se vê envolvida numa rede de espionagem dentro da própria Alemanha, para derrotar os nazistas. Carla é forte, e capaz de grandes sacrifícios para proteger os mais fracos. Como sua mãe, ela é a personagem feminina mais forte do livro. Seu irmão, Erik, por outro lado, apesar de mais velho, é muito mais imaturo que ela. E ironicamente, se alia ao partido nazista, somente porque todos os seus amigos também se alistaram. E o discurso é tão bem articulado que Erik se rebela contra a família por causa do partido. mas logo ele leva um tremendo choque de realidade e terá que rever todos os seus conceitos. Werner, namorado de Carla, é irmão de Frieda, melhor amiga de Carla, e é de família rica. É um jovem idealista, que é recrutado por Volodya (já volto a falar dele) como espião para a Rússia. Werner tem que manter isso em segredo, entretanto, e para o bem maior da Alemanha, tem que sacrificar o amor por Carla. Lembra a tragédia que eu falei lá em cima que define a vida de Carla? Bom, é ela que liga ainda mais Carla e Werner, mas ela também pode ser o que os separará para sempre. Volodya é filho de Lev, aquele que ele deixou na Rússia e que foi criado por seu irmão, Grigori. depois da Revolução, Grigori vive com sua família em boas condições e privilégios, tanto que pode pagar pela educação de Volodya na Alemanha. Volodya entra para o serviço secreto russo depois de se formar, e conhece Werner da escola, por isso o escala para sua rede de informantes. Volodya é leal ao governo russo, idealista, mas aos poucos vai ver que sua visão do comunismo é um tanto ingênua, mas isso não será o suficiente para que ele mude de ideia. Vale destacar Zoya, sua namorada, cientista brilhante que trabalha na pesquisa de armamentos nucleares para a Rússia. Volodya nem sonha que tem outros irmãos na América. Daisy é filha de Leve e Olga, e é a herdeira mimada e fútil típica. Não liga para política e só quer saber de se casar com algum herdeiro e de festas. Mas Daisy é a personagem que mais se transforma pela guerra. De patricinha avoada, ela passa a mulher forte, engajada e chega a dirigir uma ambulância durante os ataques a bomba em Londres. essa mudança se dá em parte por causa de Lloyd Williams, filho de Ethel e Fitz. Só que Lloyd é pobre e não pode oferecer muito a Daisy e ela se casa com Boy Fitzherbert, que é igualzinho o pai, Fitz, e nem sonha que Lloyd é seu irmão. Mas aos poucos Daisy vai se apaixonado por Lloyd e é retribuída, mas seu amor vai sofrer muito com a guerra. Lloyd, ao contrário de Boy, é determinado, e politicamente o oposto de Daisy (esqueci de mencionar antes que, levada pela ignorância e pelo marido, que só se importa em preservar seus interesses, ela se alia ao partido fascista. Mas ela muda depois que vê que o fascismo não é tudo que promete, e se ente até iludida por isso), mas ainda assim, não consegue tirar Daisy ad cabeça. Lloyd herdou todo o comprometimento político da mãe e de seu pai adotivo, que adora como se fosse o verdadeiro. Ele a princípio não sabe que é irmão de Boy, e despreza o irmão como o perfeito idiota que Boy realmente é. Log de início, Lloyd é marcado por uma demonstração da força do partido nazista na Alemanha, onde testemunha junto com a mãe todo o horror que os nazistas são capazes de infligir. Por isso, se opõe fortemente ao regime fascista e nazista, tanto assim que acaba por ser voluntário na Guerra Civil Espanhola, numa tentativa de depor Franco. Esqueci de mencionar o outro irmão de Daisy, Greg. Ele é filho de Lev e uma amante, portanto é irmão bastardo de Daisy. Mas tem todos os privilégios da irmã. só que ao contrário de Daisy, que influenciada pela mãe, não é lá muito chegada no pai, Greg adora Lev e ambiciona ser como ele um dia. Mas sua vida vai mudar radicalmente quando conhecer Jacky Jakes, uma linda negra com quem tem um caso, Aí Greg vai conhecer o pai realmente, e não vai gostar muito do que vê. Mas sua vida tomará um novo rumo, e logo Greg terá novos objetivos, suas prioridades também mudarão. Ele é físico, e faz parte do infame Manhattan Project, que foi o responsável pela construção da bomba atômica que atinge Hiroshima e Nagasaki. Ainda na América, vale destacar Woody e Chuck Dewar. Ambos são filhos de Gus Dewar, ainda membro do governo americano. Woody é um jovem fotógrafo, sonhador e doce, mas que vê sua vida marcada por um tragédia em Pearl Harbor. Seu irmão, Chuck tem um grande segredo e também vê sua vida perder o rumo depois de Pearl Harbor. Enquanto Woody segue os passos do pai (contra a vontade, vale ressaltar. Sua paixão é a fotografia), Chuck se alista na marinha, e assiste, junto com a família, ao ataque a Pearl Harbor, aliás contado brilhantemente. As vidas de todas essas pessoas são interligadas pela guerra e por outros fatores. Novamente, Ken Follett se vale de uma pesquisa extensa e minuciosa, e monta um verdadeiro jogo de xadrez onde os peões se movem inexoravelmente ao encontro um do outro. Como eu coloquei ali em cima, o relato do ataque a Pearl Harbor é extremamente detalhado (eu via o filme passando na minha cabeça enquanto lia) e toda a rede de espionagem na Alemanha é detalhada, em pormenores. A narrativa se divide entre os personagens, sempre em terceira pessoa, e é fluida, prazerosa. E o bacana é que ele dá os dois lados, o dos nazistas, e dos alemães que eram contra o regime e lutavam muitas vezes até a morte contra Hitler. E também o lado dos russos, que sofreram muito como regime. Se eu tenho uma crítica é que talvez ele pudesse explorar mais a bomba atômica em Hiroshima e Nagasaki, mas isso não interfere em nada a história. Mas daí o livro teria mais 800 páginas ;D Nota histórica De novo, o relato é tão bem escrito, bem explicado, que não vou colocar nada. Se você gostou de Inverno do Mundo, pode gostar também de: Queda de Gigantes – Ken Follett; Mundo sem fim – Ken Follett; Os pilares da Terra – Ken Follett; A lista de Schindler – Thomas Keneally; A menina que roubava livros – Markus Zusak; A sombra do vento – Carlos Ruiz Zafón; O menino do pijama listrado – John Boyne; O diário de Anne Frank – Anne Frank. E também assista os filmes: O império do Sol; A lista de Schindler; Pearl Harbor; O menino do pijama listrado (eu não assisti, nem li o livro, porque eu sei que vou chorar ;D) Originalmente publicado em: natrilhaodslivros.blogspot.com

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    Kenneth Martin Follett profile picture

    Kenneth Martin Follett

    Kenneth Martin Follett é um escritor formado em Filosofia pela University College, de Londres. Seu primeiro best seller foi O Buraco da Agulha (Eye of the Needle), vencedor do Edgar Award como melhor romance de 1978. Encorajado pela excelente recepção, escreveu nos anos seguintes uma sequência de sucessos como O Triângulo, A chave de Rebeca, Na Toca do Leão, O Homem de São Petesburgo, Uma Fortuna Perigosa, O Vôo da Aguia e o Terceiro Gêmeo, rapidamente criando um público fiel e entusiamado. O tema primordial de seus livros é a ação de espionagem e de guerra, com ritmo rápido e abundância de situações-clímax, que tende a prender até mesmo os leitores mais casuais. Seus livros regularmente dão origem a séries televisivas e filmes, caso de O Buraco da Agulha e A Chave de Rebeca. Em 1989 lança o seu livro de maior sucesso, Os Pilares da Terra (The Pillars of the Earth) que foge a regra dos seus temas usuais, por se tratar de um romance histórico passado na idade média européia; ironicamente o livro não foi um grande sucesso na altura do seu lançamento, apenas ganhando popularidade ao longo da década de noventa, quando entrava regularmente nos mais diversos círculos e clubes de leitura graças à propaganda boca-a-boca. A obra ganhou uma sequencia em 2007: Mundo Sem Fim (World Without End).

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    Kenneth Martin Follett