Yawara! A Travessia Nihondin-Brasil -

    Júlio Miyazawa

    Edição do Autor
    2006
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-10: 8590683508
    Português Brasileiro

    Sugahara Kenji... Este filme foi um elo que muito nos aproximou da cultura japonesa, desde crianças, a ponto de meu irmão mais velho se considerar, até hoje, o próprio Sugahara Kenji. Nas décadas seguintes, as crianças japonesas do Brasil curtiam os filmes National Kid e He Man. Agora, nós temos os Mangás, que crianças, jovens e adultos adoram ler e colecionar. Este romance resgata um outro lado da luta dos imigrantes e seus descendentes no Brasil, uma verdadeira travessia. Em um clima carregado de altos e baixos e grandes emoções a toda hora, este romance conta a saga da imigração japonesa ao Brasil, através de outras histórias e outros enfoques, diferentes, quase irreais, mas necessários relatar. A colônia - Goro e Antônia, 1944. Um romance, uma paixão. O amor proibido, a fuga. 1964. Koiti e Michan, separação, outros caminhos. Juventude nissei, 1970, Hair, Era de Aquarius, Beatles e Rolling Stones, Kazuo Funaki e Yuzo Kayama. Bailes e brigas, isseis e nisseis: caminhos diferentes. Travessia: Cinemas. Imigrantes: caminhos diferentes - os ligados e os não-ligados a projetos. Guerrilheiros nisseis - sequestro do cônsul do Japão. Mariano Goro e Jô, 1975, um outro relato, os verdadeiros conflitos. Japão: Cultura, crise de identidade. Caro Mano. 1982: até que enfim, Koiti e Minako, vinte anos depois. O metrô, a estação São Joaquim, o bairro da Liberdade. Pátria Amada, Sugahara Kenji, Yawara! Michan - Recital de piano, vamos já ao Nihon. Jichan - o fascínio do relato, a travessia: ver e poder dizer que começaria tudo outra vez... Então, gambaré, Goro!

    Resenhas (2)Ver mais
    Luis Fernando Toniollo Reis picture
    Luis Fernando Toniollo Reis19/01/2012Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Neste livro o autor acompanha a vida de imigrantes japoneses e seus descendentes tentando a sorte no Brasil. Os capítulos iniciais tratam da colônia instalada no interior paulista, seus sucessos e lutas em meio às oligarquias locais, com uma riqueza de detalhes que transporta o leitor até esse ambiente. Ao invés de utilizar a clássica forma do relato, o autor opta pela ficção, o que o permite escrever o que quiser e deixar dúvidas sobre quais partes seriam baseadas em casos verídicos. Uma questão que atravessa o livro inteiro é o conflito entre a etnia japonesa e a nacionalidade brasileira, desde os imigrantes que pensam em retornar ao Japão e buscam não absorver muito da cultura local, até os descendentes que cresceram no Brasil, embora sempre vistos com um referencial estrangeiro. Ao seguir às histórias dos descendentes dos colonos, o livro adquire um tom mais urbano, passando-se na São Paulo dos anos 70, da mesma forma como o Brasil se industrializou nesse período. Além das questões de identidade, preconceito e adaptação, os personagens têm de lidar com a turbulência da época, enfrentando tanto o aparelho repressor quanto a desaprovação de outros nipo-descendentes, que desejavam ter o mínimo de envolvimento possível com a política brasileira. Tudo isso é contado de forma simples, que lembra uma história passada oralmente entre gerações.

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