"A Palavra se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe de seu Pai, cheio de graça e de verdade." (Jo 1, 14)
Considerada um dos principais documentos do Concílio Vaticano II, a constituição dogmática Dei Verbum nos fala sobre a Revelação Divina, manifestada a nós por meio da Palavra de Deus, que é o próprio Cristo, e a transmissão da Fé apostólica ao longo dos séculos.
O documento trata da relação existente entre a Tradição, o Magistério da Igreja e as Sagradas Escrituras, que estão intimamente ligados e unidos, de forma que um não se mantém sem os outros, formando um tripé sobre o qual a Fé Católica está apoiada. A Tradição, originada dos apóstolos que testemunharam a vida, a morte e a ressurreição de Cristo, que progride na Igreja sob a luz do Espírito Santo. As Sagradas Escrituras, sempre veneradas pela Igreja como Palavra inspirada por Deus, mesmo sendo escritas por mãos humanas. O Magistério, que possui o carisma da Verdade, a quem cabe a interpretação da Palavra, fazendo com que isso se torne uma experiência eclesial.
A Dei Verbum traz "novo impulso de vida espiritual, do aumento de veneração pela Palavra de Deus, que 'permanece para sempre' "