BOM: Twain ensina como contar uma história para um auditório e dá exemplos de como fazê-lo
Lê-se rapidamente este livrinho com menos de 50 páginas, que traz um pouco da experiência de Mark Twain (1835-1910) como contador de histórias não exatamente para leitores, mas para frequentadores do que hoje seria chamado de comédia stand up, algo assim. Ele teve inúmeras atividades e também foi palestrante; já encontrei quem dissesse que ele também era comediante. E assim por diante. Aqui ele ensina como se deve contar uma história para um público, diz que há vários tipos de histórias, mas que a mais difícil de contar é a história humorística, uma criação americana por excelência. A história cômica seria britânica, enquanto a história espirituosa seria francesa. Diz que o efeito da história humorística sobre as pessoas depende de como ela é contada, enquanto a história cômica e a história espirituosa dependem muito mais do conteúdo da história do que do modo como ela é contada. Isso posto, ele conta quatro histórias variadas para exemplificar suas teorias. Elas, de modo algum são ensaios, como pretende o título, a saber: O soldado ferido (a mais engraçada), O braço de ouro, Telegrafia mental e A história do inválido. Mesmo as menos engraçadas são, ao menos, pitorescas. Lido em 22 e 23 de julho de 2025.

