Tudo o que será destruído em ´Tunturi´ é evocado, invocado e venerado. Em uma sucessão de imagens de encantamento, António Vieira recolhe a intemporalidade do mundo, as águas vivas, o canto das aves e a beleza da víbora. A figura feminina que dá nome a esta narrativa - Tunturi - que talvez pertença à extinta tribo dos Sámi e viva em Kainuu, na Finlândia, no início dos anos 1990, representa a ausência de contradição, a concórdia absoluta do indivíduo com a natureza, o triunfo de um tempo primordial que não é linear e irreversível.


