Após 25 anos, a modernidade - esse período da arte e da cultura ocidental iniciado em meados do século XIX - chega a seu fim aos olhos dos historiadores da arte. Nesse cenário, o cinema não só explorou suas ligações e filiações, como se declarou a arte moderna por excelência. Se efetivamente esse é o caso, como ele foi afetado pelo fim dos ideais modernos? A hipótese formulada aqui é a de que o cinema foi em diversos níveis mas de modo constante, atravessado por questões e valores da modernidade - como a consciência histórica, a relatividade do gosto, o papel "especulativo" atribuído à arte etc.-, aos quais respondeu do modo defasado, sem relação com as artes tradicionais. Paradoxalmente, é essa defasagem - sintoma de sua eterna condição de arte inventada, de arte do pobre, de arte industrial - que lhe permite hoje não apenas sobreviver (bem melhor do que a pintura, por exemplo), como ainda vislumbrar no horizonte a possibilidade de uma "segunda modernidade".
Moderno? - Por que o cinema se tornou a mais singular das artes
Jacques Aumont
Papirus Editora
2008
96 páginas
3h 12m
ISBN-1: 0
Português Brasileiro
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