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    História dos Quartos - Histoire de chambres

    Michelle Perrot

    Paz e Terra
    2011
    344 páginas
    11h 28m
    ISBN-13: 9788577531783
    Português Brasileiro
    2.9
    6 avaliações
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    Da Antiguidade até os dias de hoje, Michelle Perrot faz uma genealogia desse espaço, real ou imaginário, e explora algumas de suas formas ao longo dos séculos: o quarto do rei, o quarto de hotel, o quarto conjugal, o quarto da criança, o quarto dos empregados, dos enfermos e dos moribundos, o quarto dos reclusos de toda sorte, e o dos solitários, como o artista e o estudante. A história do quarto de dormir, e seu emaranhado de segredos da vida privada, passa por relações de poder e amorosas, remete a devaneios, desejos, noites mal dormidas, trabalhos de parto e à angústia do último suspiro. Histoire de chambres / Michelle Perrot - Prix Femina essai 2009. Bien des chemins mènent à la chambre : le sommeil, l'amour, la méditation, Dieu, le sexe, la lecture, la réclusion, voulue ou subie. De l'accouchement à l'agonie, elle est le théâtre de l'existence, là où le corps dévêtu, nu, las, désirant, s'abandonne. On y passe près de la moitié de sa vie, la plus charnelle, celle de l'insomnie, des pensées vagabondes, du rêve, fenêtre sur l'inconscient, sinon sur l'au-delà. La chambre est une boîte, réelle et imaginaire. Quatre murs, plafond, plancher, porte, fenêtre structurent sa matérialité. Ses dimensions, son décor varient selon les époques et les milieux sociaux. De l'Antiquité à nos jours, Michelle Perrot esquisse une généalogie de la chambre, creuset de la culture occidentale, et explore quelques-unes de ses formes, traversées par le temps : la chambre du Roi (Louis XIV à Versailles), la chambre d'hôtel, du garni au palace, la chambre conjugale, la chambre d'enfant, celle de la jeune fille, des domestiques, ou encore du malade et du mourant. Puis les diverses chambres solitaires : la cellule du religieux, celle de la prison ; la chambre de l'étudiant, de l'écrivain. Nid et nœud, la chambre est un tissu de secrets. Dans ce livre, Michelle Perrot contribue à l'histoire des Chambres. Nuit et jour. Michelle Perrot, historienne, professeure émérite des Universités, a codirigé, avec Georges Duby, les cinq volumes de l'Histoire des femmes en Occident, Plon, 1991-1992 (Perrin, coll. " Tempus ", 2002). Parmi ses nombreuses publications : Les Femmes ou les silences de l'Histoire, Flammarion, 1998 (" Champs ", 2001) et Mon histoire des femmes, Seuil/France-Culture, 2006 (" Points Histoire ", 2008).

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    Michelle Perrot

    Michelle Perrot, nascida em França em 1928 é professora emérita de História Contemporânea na Universidade Paris-VII e, a mais ilustre historiadora da vida das mulheres, sendo co-autora de uma monumental História das Mulheres no Ocidente, de parceria com Georges Duby – obra em cinco volumes, já editada em diversas línguas, incluindo o português. Michelle Perrot é a grande mestra da História das Mulheres. Essa fama certamente vem da obra que organizou, juntamente com Georges Duby, a qual na França teve o nome de L´Histoire des femmes en Occident de l´Antiquité à nos jours, publicada em cinco volumes e editada pela Plon, entre 1991 e 1992. No Brasil, a Editora Ebradil, de São Paulo, em co-edição com as Edições Afrontamento, da cidade de Porto (Portugal), publicou essa obra, editada com título abreviado: História das Mulheres no Ocidente. Os cinco volumes foram colocados no mercado entre 1993 e 1995. Essa obra teve também publicações em alemão, inglês, coreano, espanhol, japonês, italiano e holandês, além de outros idiomas. Tornou-se, portanto, uma referência internacional, imitada em vários países, os quais passaram, também, a publicar obras de História das Mulheres de cunho nacional. Nem sempre Michelle Perrot trabalhou com História das Mulheres. Seu percurso começou na História Social, realizando pesquisa histórica sob inspiração, inicialmente, marxista e, depois, foucaultiana. Publicou, em 1966, juntamente com Annie Kriegel, Le socialisme français et le pouvoir, pela EDI. Em 1974, pela editora Mouton, Les ouvriers en grève. France 1871-1890. Esse mesmo trabalho foi publicado, de forma condensada, em 1984, sob o título Jeunesse de la grève. France 1871-1890, editado por Seuil, que também editou, em 1980, um trabalho coletivo intitulado L'impossible prison. Ainda em 1984, organizou os volumes 1 e 2 dos Écrits sur le système pénitentiaire en France et à l'étranger de Aléxis de Tocqueville, publicados pela Gallimard. Em 1987, organizou o volume 4 da Histoire de la vie privée, coletânea em cinco volumes, sob a direção geral de Philippe Ariès e Georges Duby, publicada na França pela Seuil.1 No Brasil, essa obra foi publicada pela Companhia das Letras, sendo que o primeiro volume saiu em 1990 e o último em 1992. O percurso de Michelle Perrot na trilha da História das Mulheres, segundo depoimentos de suas alunas, hoje professoras e pesquisadoras,2 parece ter começado em 1973, quando, doutora em História, docente na Paris VII - Denis Diderot, ministrou um curso chamado "As mulheres têm uma História?", no qual apresentava temas possíveis de pesquisa para os trabalhos de conclusão de curso dos/as estudantes. Esse curso e os trabalhos dele resultantes proporcionaram material para a publicação da coletânea Une histoire de femmes, est-elle possible?, publicado, na França, em 1984, pela Rivages. Tal percurso de pesquisa levaria Michelle Perrot a tornar-se conhecida internacionalmente, não somente por seus trabalhos, mas, também, pelas/os estudantes que orientou em suas teses de doutorado. Muitos desses trabalhos orientados tornaram-se livros, os quais contam, muitas vezes, com prefácios e apresentações escritos por ela, fazendo periodicamente um balanço das pesquisas na área. No Brasil, além dessa obra, publicada em 1984, Michelle Perrot teve vários trabalhos traduzidos e publicados em livros, coletâneas, capítulos de livros e artigos em revistas. Ela também visitou universidades brasileiras, proferindo conferências no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Belo Horizonte e em Porto Alegre. Uma obra traduzida e publicada no Brasil em 1998 pela UNESP, Mulheres públicas, traz, além do conteúdo instigante, uma apresentação belíssima. E um capítulo escrito pela autora, chamado "Os silêncios do corpo da mulher", acaba de ser publicado (em 2003) pela UNESP no interior da obra O corpo em debate, organizada por Maria Izilda Santos Matos e Rachel Soihet. Apesar de existirem várias obras suas já traduzidas no Brasil, algumas ainda não tiveram essa possibilidade; é o caso, entre outras, de Les Femmes ou les silences de l'Histoire, editado pela Flammarion, em 1998; em 2001, foi publicado em Évreux, na França, pela Lunes, um livro voltado para o público infanto-juvenil: Il était une fois... l'histoire des femmes. Michelle Perrot está, atualmente, aposentada, é professora emérita de História Contemporânea, apresentando um trabalho chamado "O quarto do casal". A entrevista que concedeu a duas meninas - Héloïse e Oriane - transformou-se em um livro infanto-juvenil. Nesse livro, ela afirma que a paridade, recentemente inscrita na Constituição Francesa (em 2000), deveria tornar o mundo mais paritário, ou seja, com uma divisão mais equilibrada do tempo, das tarefas e dos papéis entre homens e mulheres. Essa luta pela paridade deveria estender-se para outros domínios da existência: a família, o trabalho e o poder. Essa deverá ser uma luta para todas as gerações, inclusive e de preferência, para as mais jovens, para que exista mais justiça e melhor equilíbrio, diz ela no livro Il était une fois... Toda essa trajetória de pesquisa e orientação não a afastou da militância no movimento feminista francês. Seu último combate tem sido pela paridade, um dos assuntos de que ela trata nesta entrevista feita por Ingrid Galster, docente e pesquisadora da Universidade de Paderborn, Alemanha, que, dentre outras atividades, se dedica a investigar o impacto da obra Deuxième sexe, de Simone de Beauvoir, no contexto alemão. Conforme pode ser observado nesta entrevista, sua participação nas lutas acadêmicas e na militância feminista torna-a uma observadora privilegiada da trajetória do feminismo francês, do contexto das associações feministas e das publicações, bem como das desigualdades setoriais e das possibilidades dos estudos da História das Mulheres e do Gênero.

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    Michelle Perrot