O fim dos Empregos - O Declínio inevitável dos níveis dos empregos e a redução da força global de trabalho Nota A presente obra encontra-se em bom estado de conservação, contém, apenas, algumas manchas amareladas causadas pelo tempo e marcações à caneta na primeira página.

    Jeremy Rifkin

    Makron Books
    1995
    348 páginas
    11h 36m
    ISBN-10: 8534605718
    Português Brasileiro

    Em todo o mundo, com raras exceções, uma tendência vem marcando o mercado de trabalho desde o advento da globalização: a oferta de vagas tem ficado aquém do crescimento da PEA (População Economicamente Ativa). Segundo os principais especialistas, o problema tem ligação com a conjuntura de retração econômica, mas também com o chamado desemprego estrutural, ou seja, aquele provocado pela tecnologia, cujos avanços acabam substituindo o trabalho humano. É um desafio para a economia mundial neste início de século. Contribuindo para a discussão do tema, num momento em que, apesar da aparente recuperação do índice de empregos, o desemprego continua sendo um dos problemas que mais preocupam os brasileiros, a M.Books lança a edição histórica e comemorativa de dez anos do livro ?O Fim dos Empregos?, do economista americano Jeremy Rifkin, autor dos best sellers ?A Economia do Hidrogênio?, ?O Século da biotecnologia? e ?A Era do Acesso?. O autor alerta para o fato de o fim dos empregos constituir o colapso da civilização como a conhecemos e assinalar os primórdios de uma grande transformação social e um renascimento do espírito humano. Para Rifkin, a incipiente exploração desse setor e de numerosas áreas que poderiam absorver trabalhadores ? cujo emprego foi vitimado por robôs, mecatrônica, parafernálias cibernéticas e tecnologia da informação ? faz com que o desemprego estrutural aumente o número de pessoas em busca de trabalho. Muitas vezes, a causa principal é a falta de requalificação para reiniciar as carreiras. ?Fascinante....Rifkin expõe com maestria aquilo sobre o que já tínhamos ciência (ao menos superficialmente), mas receávamos admitir: já não é necessário que todos trabalhem para produzir as coisas de que precisamos, e que esse simples fato muda praticamente tudo. (...) Ele apresenta problemas reais sobre os quais temos pensado muito pouco.? (The Washington Post) Neste livro indispensável, perturbador e todavia esperançoso, Rifkin afirma que estamos adentrando uma nova fase na história ? uma fase caracterizada pelo declínio contínuo e inevitável do nível de empregos. Computadores sofisticados, robótica, telecomunicações e outras tecnologias da Era da Informação estão rapidamente substituindo os seres humanos em praticamente todos os setores e mercados. Fábricas e empresas virtuais quase despovoadas surgem no horizonte. Embora o ascendente ?setor do conhecimento? e novos mercados exteriores devam gerar uma nova safra de empregos, ela será muito reduzida para absorver as imensas quantidades de trabalhadores dispensados pelas novas tecnologias. Cada país terá de se ajustar e lidar com os milhões de pessoas cujo trabalho torna-se cada vez menos necessário, quando não totalmente desnecessário, numa economia global progressivamente automatizada. Repensar a natureza do trabalho será talvez o mais importante dilema a se impor à sociedade nas décadas vindouras. Assim, Rifkin alerta que o fim dos empregos pode constituir o colapso da civilização como a conhecemos, ou assinalar os primórdios de uma grande transformação social e um renascimento do espírito humano. O fim dos Empregos - Jeremy Rifkin

    Similares (2)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (1)Ver mais
    Flávio Gabriel picture
    Flávio Gabriel24/09/2016Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Desemprego, o fim do mundo, o terceiro setor, bolsa família e hippies modernos antes de tudo isso acontecer

    O livro foi escrito em 1995, então é necessário contextualizar-se à época. A reengenharia estava na moda, os avanços em tecnologia da informação estavam assustando as pessoas e o Downsizing era moda. Demissões em massa estavam ocorrendo pelo mundo e uma massa de trabalhadores estava desesperada. Esse é o contexto do livro, as promessas de um futuro acolhedor estavam se mostrando irreais, e teóricos do caos do consumismo começavam a surgir. Jeremy Rifkin é um deles, entusiasta de um mundo onde o capitalismo deixa o protagonismo econômico e dá lugar ao chamado terceiro setor, ele mostra atravéa de muitas referências em pesquisa acadêmica, reportagens e estatísticas jornalísticas que as demissões em massa estavam ocorrendo mais do que em qualquer outro momento do século XX. Ele sempre dá o contra argumento que essa mão de obra pode ser realocada para um trabalho que demanda habilidades novas para lidar com as novas tecnologias que surgem, mas mostra que isso não é tão trivial quanto os economistas liberais pensam. Ele então mostra três caminhos a serem tomados: redução da jornada de trabalho em função do ganho de produtividade alcançado, uma renda social para estimular as populações onde uma economia de mercado não existe por conta de extrema pobreza e investimento público, privado e pessoal no terceiro setor como saídas para a crise do desemprego em escala mundial. Junto desse livro, esse ano lí O Contrato Social do Rousseau e ví que o terceiro setor já era idealizado três séculos atrás, o consumo e o serviço em troca de moeda já se mostravam um dilema desde o surgimento do capitalismo moderno. Foi muito interessante ver também que a renda social já era incentivada desde os anos 70, e as transformações em comunidades inteiras que ela provoca ao redor do mundo. Ele mostra que a inserção de renda em comunidades sem fonte de renda estimula o setor privado muito mais do que estimula o ócio (como os pseudo intelectuais que nunca leram um livro de economia esbravejam pelo facebook). E a redução de jornada de trabalho tem se mostrado um sucesso em várias empresas desde os anos 30, porque estimula o desenvolvimento de tecnologia para aumentar a produtividade em função do tempo reduzido que o funcionário passa na empresa. Essas ações todas só ocorrem quando há planejamento de longo prazo, o que justifica a não adoção ou o grande protesto comum porque, como diz o Eduardo Gianetti no seu livro "O Valor do Amanhã", sempre precisamos escolher entre mais retorno e mais gasto ao longo do tempo. Investimentos de longo prazo carregam riscos e o retorno não tem como ser contado com precisão, o que leva a sociedade viver no formato atual ao invés de investir em uma forma de trabalho menos penosa e mais produtiva. Mas uma revolução está acontecendo hoje, e algumas grandes empresas estão sendo engolidas por uma nova forma de trabalho, enquanto parte da população está buscando cada vez menos consumo e mais tempo para viver melhor. Escolhas de cada um, só o futuro dirá quem se sairá melhor nessas decisões. Esse livro, de 21 anos atrás, antes de MSN, Youtube, carros elétricos e smartphones, erra nas previsões apocalipticas, mas acerta que uma mudança na forma como a sociedade encara o trabalho, está acontecendo e agora. E quem não pensar no amanhã será engolido por ele.

    1 curtida

    Estatísticas

    Avaliações

    4 / 34
    • 5 estrelas41%
    • 4 estrelas29%
    • 3 estrelas18%
    • 2 estrelas12%
    • 1 estrelas0%