Demorei uma fábula para escrever a resenha desse mês por pura falta de ânimo. Esse livro não é ruim em vista de muitos outros da autora, mas também não empolga.
Marco di Lucchesi confunde a Lily com uma fotógrafa de moda, que está tentando coagir o sobrinho dele para o podre mundo fashion. Ele detesta esse mundo justamente porque a noiva dele se afundou nas drogas e acabou morrendo. Ele acha que ela é uma devassa, que tem caso com um canalha (Anton), etc. e tal.
Porém a Lily morre de medo desse Anton que o Marco acha que ela tem um caso, porque quando ela era adolescente, esse cara ficava a assediando o tempo inteiro e o pai dela, que também não prestava, nem tomava conhecimento do acontecido. Logo que ela fez 16 anos resolveu transar com um cara, justamente para tirar a virgindade do caminho, e se fazer menos atraente aos olhos do cafajeste do Anton.
Durante a história toda existe uma atração não explicitada pelo casal, mas ela acha que o Marco a odeia e o Marco não confia nela. Depois que a Lily conta a verdade pra ele, ela pede que ele faça amor com ela, para se sentir uma mulher desejável, pois o único relacionamento que ela teve foi justamente quando perdeu a virgindade. Nisso o Marco já enxerga a Lily com outros olhos e se descobre apaixonado por ela.
Esse livro não é de todo ruim porque o desprezo do mocinho ficava mais no pensamento do que nas ações, e justamente por isso, devo confessar que talvez (só talvez) a culpa seja minha, que entrei com o pé atrás na leitura, por causa das muitas bombas que a autora nos presenteou nos últimos anos.