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    Pós-história - Vinte instantâneos e um modo de usar

    Vilém Flusser

    Annablume
    2011
    191 páginas
    6h 22m
    ISBN-13: 9788539102976
    Português Brasileiro
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    A pós-história está raiando. Está raiando em duas formas: na da estupidez dos aparelhos programadores, e na forma da estupidez dos bárbaros destruidores de aparelhos. Mas, em meio de tal maré de alienação desenfreada, continuamos abertos para a realidade concreta, a qual vivenciamos, atualmente, sob forma da solidão para a morte. Não apenas sob forma da nossa própria solidão para a morte do outro. A despeito da maré que nos cerca, e que vai engolindo-nos, estamos abertos para tal reconhecimento de nós próprios no outro. Não mais, por certo, na sociedade, mas na solidão do ensimesmamento. Somos, em tal sentido duplamente negativos, abertos para o amor que omnia vincit. Por certo: somos programados para sermos homines ludentes. Mas isto não implica necessariamente sermos programados apenas para sermos funcionários robotizados, objetos. Podemos, igualmente, ser jogadores que jogam em função do outro. Destarte podemos, de robôs, passar a ser novamente "imagens de Deus", pela porta de serviço. Romper a simbolização alienada e retornar à experiência concreta da própria morte no outro. Retornar, em suma, para sermos homens.

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    Vilém Flusser

    Vilém Flusser nasceu em Praga, em 1920. É considerado um dos mais importantes pensadores da tecnologia e da comunicação do século XX, com obras traduzidas para diversos idiomas. Filho de uma família de intelectuais judeus, desde cedo foi incentivado aos estudos pelo pai, professor de matemática e física. Cursou filosofia na Universidade de Carolina (República Tcheca) e depois na London School of Economics and Political Science, mas os problemas decorrentes da guerra o impediram de os concluir. Na década de 1940, a irmã, os pais e os avós são mortos em um campo de concentração nazista. Em 1940, emigra para o Brasil, país onde vive por 32 anos e em cuja língua produz algumas de suas mais importantes obras. Entre as décadas de 1960 e 1970 trabalha como jornalista, sobretudo para O Estado de S. Paulo. Colabora com a Revista Brasileira de Filosofia, ministra cursos e palestras no Instituto Brasileiro de Filosofia e, a convite de Milton Vargas, atua como professor de filosofia da ciência na Escola Politécnica da USP e de teoria da comunicação na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). Flusser faleceu em 1991, em um acidente automobilístico em Praga.

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    42 Seguidores

    Vilém Flusser