Para os budistas nenhuma autoridade deve ser reverenciada, por mais augusta que seja. Sidarta Gautama, o Buda, por toda a sua vida combateu o culto da personalidade, sempre desviando de si a atenção dos discípulos. O que importava não eram sua vida e sua personalidade, mas sua doutrina e o que ele conseguira alcançar através dela — a Iluminação, último estágio do progresso espiritual. Segundo ele, se as pessoas começassem a reverenciar o homem Gautama, o culto se tornaria uma escora, causando uma indigna dependência que só poderia impedir a evolução do espírito.