A última esperança conta a história do neurologista James Corwin que, após perder a esposa com tendências esquizofrênicas num trágico acidente e perder também o almejado posto de médico num importante hospital, decide trabalhar a bordo do navio Bela do Sul. Lá, ele atende a jovem e brilhante artista plástica Lynn Thorndyke e se apaixona por ela. O problema é que Miss Thorndyke tem problemas mentais e ele não tarda a descobrir que, pouco depois dessa viagem, ela foi internada num sanatório estadual e diagnosticada como esquizofrênica. Disposto a ajudá-la, Jim vai trabalhar nesse hospital e trava uma verdadeira luta para salvá-la da loucura e reintegrá-la à sociedade. Nessa luta, ele precisa encarar desde colegas que só querem um diploma sem se importar com os pacientes até uma rede de corrupção dentro da administração do hospital.
A última esperança -
Frank G. Slaughter
A última esperança
Eu tenho uma paixão por futricar a Estante virtual e o Skoob em busca de livros antigos. Esse foi um dos livros que eu achei por acaso e me apaixonei pela sinopse. O que eu não esperava era que esse livro fosse tão mais profundo do que a breve sinopse conta. A última esperança conta a história do neurocirurgião James "Jim" Corwin. Após a morte da esposa, que apresentava traços esquizofrênicos, Jim se culpa por não ter conseguido ajudá-la. Ele parte para trabalhar em um navio enquanto se recupera do luto e é lá que conhece a estudante de artes Lynn Thorndycke. Jim se encanta pela jovem mas percebe que ela precisa de ajuda profissional e a encaminha para um psiquiatra amigo seu. Tempos depois ele descobre que ela foi diagnosticada com esquizofrenia e internada em um sanatório. Jim está decidido a ajudar Lynn. Misturando a culpa que sente por ter sido incapaz de salvar a esposa e o sentimento que brotou pela estudante, Jim se candidata à trabalhar como neurocirurgião no hospital que ela está internada. Mas com o estado da jovem piorando a cada dia, ele precisa fazer o impossível para salvá-la de uma lobotomia. O livro aparenta ser uma história de amor à primeira vista mas isso é só 10% do enredo. A história se aprofunda em temas delicados e importantes. Tudo se passa quando as primeiras drogas para lidar com doenças mentais ainda estavam em fase de testes. Tratamentos de choque e lobotomia eram feitos nos hospitais psiquiátricos. Pacientes eram tratados muitas vezes como apenas um número e não pessoas que precisavam desesperadamente de ajuda. O melhor desse enredo é ver a evolução da medicina, os debates éticos, as explicações de como uma doença mental surge e ver a luta de um médico que acredita na busca de tratamentos que ajudem e reintegrem à sociedade pessoas que são vistas como casos perdidos e complementarmente loucas. É emocionante acompanhar a garra com que o dr. Jim luta pelo que acredita ser o correto mesmo que para isso precise bater de frente com um diretor de hospital corrupto que fará de tudo para impedi-lo. Ele precisa confrontar a falta de ética, a ambição financeira e até mesmo arriscar a sua carreira para lutar pela vida de Lynn enquanto também tenta descobrir o que levou aquela jovem à loucura. Terminei o livro apaixonada pela escrita do autor, que muitas vezes me deixou louca querendo saber como aquela história iria se resolver. Até metade do livro achei que a história ia tomar um rumo diferente mas quando vi para onde onde o autor estava conduzindo o enredo fiquei embasbacada com o livro. Eu esperava um romance que usasse a esquizofrenia como um pano de fundo e me deparei com uma história rica com personagens muito mais profundos do que inicialmente julguei. Amei, amei e amei!
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