Gostei muito. É um livro diferente, como disse antes, mas só por ser histórico (minha paixão) gostei muito! Estive fazendo umas pesquisas na net e a realidade em Esparta era bem próxima à daquela que a autora descreveu.
É um livro centrado na mocinha, Thyia, que de início achei antipática e com pretensão de superioridade sobre as demais pessoas, em especial sobre os homens espartanos.
Com a morte do irmão, bola um plano de vingança contra aquele que ela achava que era responsável pelo fato. Em tempo, o irmão não valia nada, como ela vem a descobrir mais tarde.
O plano dela não da certo, mas ela não se dá nada mal.
O herói do livro é Anaxágoras, um guerreiro espartano que fazia parte dos 300 de esparta. Orgulhoso, sem ser frio ou cruel, bem diferendo dos ogros que vemos nos livros.
O diferente no livro: o livro não é homo, é histórico. Mas retrata o comportamento homossexual comum em Esparta. Podemos ver que entre os espartanos a questão da homossexualidade girava em torno de implicações muito distantes das nossas. Ao invés de resultar em uma ideia de comportamento frágil ou feminino, a homossexualidade ganhava outro tratamento. Os comandantes militares acreditavam que o estreitamento dos laços entre dois guerreiros poderia fazer com que estes ficassem mais dispostos a lutar pela cidade-Estado. Além disso, o próprio envolvimento servia de estratégia ao impelir o soldado a continuar em batalha pelo seu companheiro (http://www.historiadomundo.com.br/grega/o-exercito-homossexual.htm).
A primeira vez dos dois é diferente de todas as "primeiras-vezes" que já li nos livros (mesmo no livro Mel do Pecado da Brabara Leigh que tem a temática um pouco parecida), mas é perfeita para o livro. Acho que não poderia ser de outra forma levando-se em conta a história de vida dos dois personagens.
Espero que se aventurem a ler. Vale a pena.