Em 1854, um meteoro riscou os céus de Londres, trazendo consigo uma praga zumbi. Durante vinte anos, o SErviço Secreto da Sua Majestade manteve a ameaça sob controle. Mas agora o covarde demônio Moriarty está usando os zumbis na tentativa de derrubar o governo Vitoriano. É hora de Sherlock Holmes e Dr. Watson enfrentarem seu maior inimigo e seus asseclas zumbis!
Victorian Undead - Sherlock Holmes vs Zombies
Ian Edginton, Davide Fabbri
Encontrei essa graphic novel por puro acaso quando estive na Cultura de Fortaleza, em janeiro. Estava com a Ísis e o Dé, mas podia estar sozinha pelo tanto de atenção que dei aos dois – eu simplesmente me escarrapachei no chão, esqueci que o resto do mundo existia e comecei a ler. Felizmente, não é um volume muito grande... Em termos gerais, a história é a seguinte: algumas décadas antes da aventura realmente começar, um meteorito caiu por perto de Londres, uma epidemia bizarra apareceu e logo as pessoas que morriam dessa epidemia estavam voltando do túmulo. Para resolver a questão, o governo isolou a área, escondeu os fatos, aterrou o lugar e construiu de novo por cima. Anos depois, já após a virada do século e retorno de Holmes do Grande Hiato, dois trabalhadores escavando um antigo túnel acabam encontrando o que não deveriam e quando Holmes é chamado para ajudar na Scotland Yard, é para encontrar pessoalmente um zumbi. O problema é que aparentemente Moriarty – que até então se acreditava morto – conhecia a história da epidemia e tinha se preparado com certa antecedência caso seu encontro com Holmes em Reichenbach não fosse de acordo com seus planos. Sim, senhoras e senhores, Moriarty é um zumbi. E um zumbi que manteve seu intelecto superior e planeja tomar o mundo com um exército de mortos-vivos com fome de cérebros. Por que foi mesmo que eu li isso? Ok, a história é bizarra mas, sendo bastante sincera, faz sentido. Faz mais sentido que Lizzie Bennet e Mr. Darcy decapitando zumbis, porque pelo menos Doyle acreditava no sobrenatural. Claro que seria melhor se alguém tive escrito algo em que Holmes fosse parar na corte da rainha Titania, considerando o rolo em que Doyle se meteu com as fotos falsas das fadas de Cottingley Glen... E é melhor eu ficar quieta, porque, né, vai que alguém acha que a idéia tem mérito? Seja como for, leitura rápida, altamente supérflua – a não ser que você goste particularmente de zumbis vitorianos – mas eu gostei da forma como o doutor e o detetive foram desenhados. Não o suficiente para ir atrás do segundo volume, em que Holmes aparentemente se bate com o Conde Drácula, mas suficiente para passar meia hora sentada no chão duro esquecida do mundo. (resenha originalmente publicada em www.owlsroof.blogspot.com)
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