O Moço Loiro (A Obra-prima de cada autor - Série Ouro #33) -

    Joaquim Manuel de Macedo

    Martin Claret
    2011
    410 páginas
    13h 40m
    ISBN-13: 9788572328357
    Português Brasileiro

    Honorina, uma jovem e bela dama, sempre cercada de ilustres admiradores — e por isso alvo de inveja das moças da Corte —, começa a ser cortejada por um homem misterioso, conhecido apenas pela alcunha de “o Moço Loiro”. Ele está sempre por perto, como que onipresente, valendo-se de uma série de artimanhas para ocultar sua identidade. No entanto, as atenções da dama a esse misterioso cavalheiro começam a causar ciúmes naqueles que nutrem esperanças em conquistar o seu amor. Por causa de um deles, o mais fervoroso e o mais desprezado, Honorina e sua família acabam sofrendo as consequências de um plano perverso. Repleto de personagens charmosos e carismáticos, o romance de Joaquim Manuel de Macedo mistura doçura, ironia e comicidade. Trata-se de um belo retrato do Rio de Janeiro do século XIX.

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    Clio28/08/2023Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Joaquim Manuel de Macedo tinha uma certa preferência por histórias com tramas cheia de reviravoltas e herois arrogantes e tolos. O Moço Loiro é uma obra possuidora de ambos em abundância. O roubo de uma relíquia de família é o desastre que em movimento a trama - e essa não existiria se Lauro tivesse descido de seu pedestal e ousado se defender e exigir o envolvimento da polícia. Uma saída simples, mas na época em que a história se passa, pouco tempo após o tráfico negreiro ser considerado pirateria, não passaria tal medida pela cabeça de nenhum brasileiro. Como de fato ainda não passa na maioria das famílias. O ostracismo familiar perdura pela maior parte da vida do rapaz até que sua prima chega em idade casadoura e os pequenos dramas envolvendo ciúmes e cirandas se envolvem com política e economia. São tantas informações fornecidas ao leitor que é preciso cuidado especial, pois o autor não se furta em encher o cotidiano dos personagens com pequenas cenas. As melhores partes talvez sejam justamente as mais sensacionalistas - o casal que se pega de tapas, amigos passando a perna uns nos outros, os pequenos vexames do dia-a-dia. De fato, a história já se recomendaria apenas por isso. Mais do que uma obra literária, ela poderia facilmente ser um exemplo das noveletas diárias ou das atuais novelas tevelevisivas.

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