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    Lance mortal - Knight's Gambit

    William Faulkner

    Benvirá
    2012
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-13: 9788502123816
    Português Brasileiro
    3.5
    52 avaliações
    Leram77Lendo5Querem96Relendo0Abandonos6Resenhas4
    Favoritos4Desejados96Avaliaram52

    À época do lançamento, em 1949, a crítica acusou o recém-nomeado Prêmio Nobel de Literatura William Faulkner de escrever uma obra policial, um gênero supostamente menor, para ganhar dinheiro fácil. Publicado agora pela primeira vez no Brasil, Lance mortal tem todos os ingredientes que atraem os fãs de livros de suspense, mistério e crime. Os seis contos que formam esta obra-prima provam, porém, como qualquer gênero literário se torna maior nas mãos de um mestre. Passadas no imaginário Condado de Yoknapatawpha, as histórias tratam das piores miudezas, das situações mais dolorosas ou desprezíveis do ser humano - que, apesar da turvação e do nojo, se agiganta. ==== https://en.wikipedia.org/wiki/Knight's_Gambit

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    Resenhas (4)Ver mais
    Marcos Melhado picture
    Marcos Melhado07/01/2026Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Vibe de Faroeste

    Minha primeira leitura de Faulkner! Pelo que vi, esse é o livro que mais destoa da sua obra. Todos os casos investigados envolvem complexos dramas familiares. As histórias começam com famílias desestruturadas, relações perigosas e descambam em crimes. O promotor é o único que enxerga além dos fatos e, ao questionar pontos específicos, começa a descortinar os verdadeiros responsáveis e suas motivações. As histórias são muito bem escritas. O Stevens é um personagem retórico e evasivo, então cabe ao leitor ir coletando nas entrelinhas o que ele está descobrindo ou qual o caminho da investigação. A todo momento fiquei com aquela imagem de faroeste e cidadezinha de pessoas desconfiadas. Apesar de ter gostado, achei o livro meio truncado, talvez pelo próprio estilo narrativo. É muito fácil se perder na trama e o ritmo é bem lento. O autor parece dar mais destaque à complexidade psicológica dos personagens do que à trama em si, e isso, para um livro de suspense, faz o leitor tropeçar um pouco.

    3 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.5 / 52
    • 5 estrelas13%
    • 4 estrelas44%
    • 3 estrelas25%
    • 2 estrelas13%
    • 1 estrelas4%
    William Faulkner profile picture

    William Faulkner

    Sem diploma do secundário (ensino médio), o prêmio Nobel de Literatura em 1949, e prêmio Pullitzer em 1955 e 1963 (póstumo), William Falkner viveu em sua pequena cidade no Estado mais pobre dos Estados Unidos, o Mississipi. Só viajava para Hollywood para arranjar trabalho como roteirista. Indo e vindo, entre 1932 e 1955, trabalhou para os estúdios Metro, Fox e Warner. Como escreveu o crítico brasileiro Sérgio Augusto: "Só aderiu ao cinema porque precisava de dinheiro. Tinha 35 anos e acabara de escrever 'Luz em Agosto'. A venda de seus livros mal dava para pagar a conta da luz. Seus primeiros quatro livros não venderam mais de 2 mil exemplares cada. Seu primeiro (e único) best seller, 'The Wild Palms', é de 1939". Por volta de 1958, a Fox tentou trazê-lo de volta. Na época, Faulkner, que já não estava mais tão necessitado de dinheiro, recusou o convite. Após publicar "O Fauno de Mármore" (1924, poemas), Faulkner foi a Nova Orleans para conhecer o círculo literário em torno da revista literária "The Double Dealer", que publicava Hart Crane, Ernest Hemingway, Robert Penn Warren e Edmund Wilson. Além dos contos para a revista, Faulkner fez seu primeiro romance "Paga de Soldado". Tímido, ele preferia a companhia de seus amigos caçadores e dos vizinhos de seu sítio a outros escritores e intelectuais. Seus primeiros livros traziam características da literatura do fim do século 19. "O Povoado", o primeiro romance da "Trilogia Snopes", é um retrato irônico das grandes depressões que antecederam a Guerra Civil norte-americana. Em "Os Invictos", publicado no ano de sua morte, o escritor constrói um conflito de éticas e mentalidades entre o velho Sul e a nova realidade americana após a Guerra Civil. Faulkner entrou numa nova fase, quando encontrou seu estilo nas obras "O Som e a Fúria", "Enquanto agonizo", "Santuário", "Luz de agosto", "Dr. Martino e Outros Contos", "Pilão", "Absalão! Absalão!" e "Palmeiras Selvagens". A violência destes livros está em primeiro plano e, às vezes, os personagens têm uma meia vitória aqui e ali. Em "Enquanto agonizo", Faulkner costura dezenas de monólogos de 15 pessoas para mostrar o perfil psicológico de uma família que conduz o corpo da matriarca ao cemitério. A partir de "O lugarejo", o destino dos personagens de Faulkner não é mais tão trágico. Ao menos surge alguma esperança para a condição humana como uma promessa de liberação. Em "Desça Moisés", sobre a luta do personagem Ike McCaslin contra a devastação da mata, Faulkner denuncia injustiças. Além de viagens necessárias à sua carreira, Faulkner continuou enfurnado no Mississipi até se tornar escritor residente da Universidade de Virgínia. O contato com os estudantes está registrado no livro "Faulkner na Universidade".

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