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    A Consolação da Filosofia -

    Boécio

    Martins Fontes
    1998
    200 páginas
    6h 40m
    ISBN-11: 8533609612_
    Português Brasileiro
    4.3
    267 avaliações
    Leram429Lendo44Querem634Relendo2Abandonos8Resenhas33
    Favoritos18Desejados634Avaliaram267

    'A consolação da filosofia' foi escrita na prisão por um condenado à morte. A admiração que essa obra latina do século VI suscitou ininterruptamente desde então não deve nada, ou deve muito pouco, às circunstâncias 'trágicas' de sua composição. Trata-se de uma obra-prima da literatura e do pensamento europeu.

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    Diego Real picture
    Diego Real10/05/2021Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    A circunstância

    Eis um livro que aumenta de tamanho quando consideramos as circunstâncias em que foi escrito. A explicação destas consta na parte introdutória. O autor foi procurar a consolação da filosofia em um momento delicadíssimo de sua vida. A filosofia ajudou-o dentro das possibilidades dele próprio... A obra é toda baseada na premissa da existência de Deus. A questão da aparente incompatibilidade entre a onisciência de Deus e a existência do livre-arbítrio, parte final do livro, foi o que mais me agradou.

    19 curtidas

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    4.3 / 267
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    Anicius Manlius Torquatus Severinus Boethius profile picture

    Anicius Manlius Torquatus Severinus Boethius

    Anício Mânlio Torquato Severino Boécio (em latim Anicius Manlius Torquatus Severinus Boethius, Roma, c. 480 — Pavia, 524 ou 525), mais conhecido simplesmente por Boécio, foi um filósofo, estadista e teólogo romano que se notabilizou pela sua tradução e comentário do Isagoge de Porfírio, obra que se transformou num dos textos mais influentes da Filosofia medieval europeia. Traduziu, comentou ou resumiu, entre outras obras dos clássicos gregos, para além do Isagoge de Porfírio e do Organon de Aristóteles, vários tratados sobre matemática, lógica e teologia. Notabilizou-se também como um dos teóricos da música da antiguidade clássica greco-latina, escrevendo a obra De institutione musica, também aparentemente com base em antigos escritos gregos. Sendo senador de Roma, no ano de 510 foi nomeado cônsul e em 520 foi elevado a chefe do governo e dos serviços da corte pelo rei ostrogodo Teodorico o Grande. Pouco depois, devido a desacordos políticos e por ter apoiado um senador apontado pelo rei como traidor, foi ele próprio acusado de traição a favor do Império Bizantino e de magia, sendo subsequentemente torturado, condenado à morte e executado. Enquanto aguardava sob prisão a execução, escreveu De Consolatione Philosophiae (Do Consolo pela Filosofia), obra que versa, entre outros temas, o conceito de eternidade e na qual tenta demonstrar que a procura da sabedoria e do amor de Deus é a verdadeira fonte da felicidade humana. Membro de uma família ligada ao então nascente cristianismo, é considerado pela Igreja Católica Romana, pelo seu contributo para a teologia cristã e pelos serviços que prestou aos cristãos, um mártir e um dos Padres da Igreja.

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