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    Escritos sobre mito e linguagem - (1915 - 1921)

    Walter Benjamin

    34, Duas Cidades
    2013
    176 páginas
    5h 52m
    ISBN-13: 9788573264746
    Português Brasileiro
    4.2
    31 avaliações
    Leram74Lendo24Querem196Relendo1Abandonos1Resenhas2
    Favoritos6Desejados196Avaliaram31

    Talvez não seja exagero afirmar que este livro marca uma virada nos estudos de Walter Benjamin no Brasil, que, com algumas exceções, têm privilegiado a produção do autor a partir de 1928 - ano de publicação de Rua de mão única e Origem do drama barroco alemão -, enfatizando sua reflexão sobre as transformações da narração, da percepção na grande cidade moderna capitalista e as mutações das práticas artísticas. Ao reunir sete ensaios redigidos entre 1915 e 1921 - grande parte deles nunca publicada em vida pelo autor -, Escritos sobre mito e linguagem revela para o leitor brasileiro um momento fundamental, porém pouco conhecido, do percurso de Walter Benjamin: aquela fase de sua juventude em que dialética e metafísica travavam um diálogo de intensidade incomum. Longe de ser uma etapa mais tarde superada, é ela a responsável pela configuração extremamente original desse pensamento que combina poesia e política para iluminar a arte, a linguagem, a religião, o direito, a história, o poder e a violência. Com organização, apresentação e notas de Jeanne Marie Gagnebin, este volume abre perspectivas inéditas para o estudo da obra benjaminiana entre nós. Apresentando novas e acuradas traduções, acompanhadas de valioso aparato crítico, Escritos sobre mito e linguagem traz textos indispensáveis — como "Para uma crítica da violência" ou "A tarefa do tradutor" — para todo leitor interessado em filosofia, ciências humanas, teoria literária e estética na contemporaneidade.

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    Joachin Azevedo picture
    Joachin Azevedo01/12/2012Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Com textos traduzidos pela filósofa Jeanne Marie-Gagnebin, essa obra apresenta aos leitores brasileiros os escritos do então jovem Walter Benjamin. São ensaios de díficil compreensão, porém apresentam uma nítida coerência com a produção intelectual restante desse autor. Particularmente, me fascina o texto sobre a violência. Na perspectiva benjaminiana, a violência mítica estabelece fronteiras, enquanto a violência divina as suprime. Isso quer dizer que a violência mítica é sangrenta e violenta, ao passo que a violência divina – na cosmovisão judaica – busca moralizar e cooptar o indivíduo de forma ética e não cruenta. O direito ocidental, assim sendo, está fundamentado no poder da violência mítica. Essa forma de configuração da ordem social é frágil e suas contradições podem ser percebidas quando a violência conservadora do direito é rejeitada, enfraquecida e questionada por outras violências de amplo aspecto simbólico. Para Benjamin, somente a violência divina, uma forma pura de violência, pode sublimar a violência conservadora do direito.

    1 curtida

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    Walter Benedix Schönflies Benjamin

    Foi um ensaísta, crítico literário, tradutor, filósofo e sociólogo alemão associado à Escola de Frankfurt fortemente inspirado pelo marxismo e pelo místico judaico, aparentemente antagônicos, na construção duma contribuição original para a teoria estética.

    44 Livros
    170 Seguidores

    Walter Benedix Schönflies Benjamin