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    O Escafandro e a Borboleta -

    Jean-Dominique Bauby

    Livros do Brasil
    2007
    137 páginas
    4h 34m
    ISBN-13: 9789723815986
    Português Brasileiro
    4
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    Aos 43 anos, no pico da carreira profissional, o editor da revista "Elle" em França, Jean-Dominique Bauby, foi vítima de um acidente vascular cerebral que lhe paralisou todo o corpo, excepto o olho esquerdo. Apesar do estado vegetativo, Bauby continuava intelectualmente lúcido, e conseguiu, com a ajuda de Henriette, a sua terapeuta da fala, utilizar esse olho para comunicar com o mundo exterior, descrevendo de forma pormenorizada, letra a letra, as suas angústias, os seus sonhos, o seu mundo interior, acabando por publicar este livro autobiográfico, que viria a tornar-se um best-seller, escrito através do piscar do olho. Em O Escafandro e A Borboleta, adaptado ao cinema por Julian Schnabel, Jean-Dominique Bauby narra os seus dois últimos anos de vida e mostra ao mundo que o fato de não se poder mover nem falar não o impedia de querer viver.

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    Maíra Ferreira picture
    Maíra Ferreira19/10/2009Resenhou um livro
    0

    "Será que eu era cego e surdo ou será que a luz de uma desgraça se faz necessária para iluminar a verdadeira face de um homem?" Comecei a ler buscando realmente uma lição de vida e em momento nenhum recebi menos que isso. Na verdade, quando peguei o livro pela primeira vez nem sequer sabia que a história narrada era a do próprio autor. E o fato de ser uma autobiografia nesse caso torna as coisas bem mais impactantes, eu acredito. A leitura é muito fácil e rápida. Letra grande, poucas páginas e uma linguagem de fácil entendimento fizeram com que eu acabasse o livro em pouquíssimo tempo. O conteúdo, ao contrário do que possa parecer devido à história, não se torna pesado (de uma forma negativa) em momento nenhum. Muito pelo contrário. Uma das marcas do livro é o seu humor - ocasionalmente construído em cima até mesmo de uma certa ironia autodepreciativa. Ainda que completamente incapacitado de se mover, tendo sido privado do toque, da fala, do contato com o mundo exterior e de qualquer espécie de movimento, Jean-Dominique mantém o sabor da vida intacto na própria boca. E prova ao leitor que às vezes exigimos muito da vida sem sequer saber valorizar o que há de mais simples (e mais bonito) nela. Lindo.

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