Malinche -

    Laura Esquivel

    ASA
    2006
    169 páginas
    5h 38m
    ISBN-10: 972414724X
    Português Brasileiro

    O trágico e apaixonante romance entre Hernán Cortés e a índia Malinalli (a sua intérprete durante a conquista do império asteca), num livro que nos desvenda o mito fundador da cultura híbrida do Novo Mundo e nos conta uma extraordinária história de amor. Quando a índia Malinalli conhece Cortés, assume que se trata do próprio Deus Quetzalcóalt, que regressa para libertar o seu povo. Os dois apaixonam-se loucamente, mas esse amor será destruído pela desmedida sede de conquista, poder e riqueza de Cortés, um dos mais importantes conquistadores espanhóis. Audaz e engenhoso numa época de grandes heróis, Cortés foi o único que chegou a conhecer a fundo os indígenas americanos. O grande valor estratégico de Malinalli, sua tradutora e intérprete, converteu-a numa personagem-chave na colonização da América e nas relações entre a coroa espanhola e os diferentes povos indígenas. A história do México acabaria por reservar a Malinalli outro papel, o de traidora do seu próprio povo, mas as investigações históricas recentes mostram que foi sim a mediadora entre duas culturas, a hispânica e a nativa americana, e entre duas línguas, o espanhol e o náhuatl. Com a queda do império asteca como pano de fundo, Laura Esquivel desafia a mitologia tradicional através do retrato apaixonado do Adão e da Eva da cultura mestiça: Cortés e Malinalli.

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    Ramon Diego08/06/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Malinche ou Malinalli é uma história lendária sobre a mulher indígena, intitulada "A língua", personagem que foi prisioneira de guerra e tradutora de Hernan Cortês, colonizador espanhol que dizimou grande parte do povo asteca. A prosa de Laura Esquivel nos traz, portanto, o resgate dessa mulher indígena importantíssima, esmiuçando seu possível modo de ver a vida, de pensar, a sua relação com a natureza e os desafios que essa percepção enfrenta ao vê-se, também, em um dilema, por um lado, tentada a fugir dos castigos de Montezuma e, por outro lado, manter um relacionamento entre sua cultura e a dos estrangeiros espanhóis. Apesar de ser uma histórica carregada de mortes e de cenas fortes em relação aos assassinatos ocorridos durante o período sangrento de Hernán Cortês no México, a autora consegue nos envolver com uma prosa poética e que muitas vezes nos abre os olhos para as contradições dos discursos que nos separam e nos vêem apartados da natureza, levando-nos a pensar, mais uma vez, na beleza de um olhar para o mundo em que somos parte modificada e modificadora do meio em que vivemos. Livro lindo, lindo, apesar da história ter um fim trágico.

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