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    A Derrota do Pensamento -

    Alain Finkielkraut

    Paz e Terra
    1988
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-10: 5236214033
    Português Brasileiro
    4.1
    7 avaliações
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    Favoritos3Desejados37Avaliaram7

    Finkielkraut é uma das melhores cabeças da geração 68, a qual levantou barricadas e hoje atinge a maturidade. Ele aborda os temas essenciais - o amor, a questão judaica, o marxismo, a cultura e a democracia. Mas 'A derrota do pensamento' não é só a desmitificação salutar de concepções que nos últimos anos têm condicionado a visão da sociedade e da História; é principalmente a busca de um projeto de cultura, do lugar e da liberdade que se quer para o homem atual.

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    Giovanna picture
    Giovanna18/04/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Sobre a derrota da cultura através do pensamento

    Embora não pareça pelo título, o livro trata, em suma, sobre cultura. Tudo que permeia a concepção, formação e caracterização de uma cultura, Alain trata nessa obra. E eu considero algo de muito valor o livro ter uma espécie de linha do tempo: ele começa tratando sobre o espírito nacional de um povo (Volksgeist) e conforme vamos lendo, Alain vai nos mostrando de quais formas alguns “especialistas” no assunto têm destruído o senso de pertença comunitária, e posto no seu lugar um sendo de “cidadão do mundo”, responsável por descaracterizar o sujeito e arrancá-lo de suas bases. Obra tida como reacionária, fascista… um ensopado de tudo que há de ruim no mundo, é na verdade, uma obra clarificadora de diversas problemáticas sobre as quais estamos imersos demais para enxergar. O autor escancara as hipocrisias dos “habitantes do mundo”, sem deixar de lado as perniciosidades dos reacionários. A grande cereja do bolo nessa obra, não para por aí, ele também adentra em terreno – hoje – espinhoso ao tratar do racismo em sua definição original e tratar o preconceito como uma “grade de proteção do pensamento”. Em suma, talvez seja doloroso lê-lo e perceber que nos encontramos envoltos em fumaça opaca com cheiro de tuttifruti trazida pelos diversos movimentos sociais ditos emancipatórios, quando em realidade eles não compreendem que “a limitação da autoridade não garante a autonomia do julgamento e da vontade; o desaparecimento das coações sociais herdadas do passado não é suficiente para assegurar a liberdade do espírito” e que, principalmente “a liberdade é diferente do poder de mudar de prisão e que a própria cultura é mais que um impulso saciado”.

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    Alain Finkielkraut profile picture

    Alain Finkielkraut

    Alain Finkielkraut é um filósofo francês de origem polonesa. Finkielkraut é um antigo aluno da Escola Normal Superior de St. Cloud, onde entrou em 1969. Ensina cultura geral na Escola Politécnica. Foi eleito membro da Academia Francesa em 10 de abril de 2014. Muito influenciado pelos escritos de Hannah Arendt, ele analisa os estragos da modernidade e a fragilização do meio social. Em certas obras, defende com convição sua ligação com a comunidade judaica, e se inquieta com uma ressurgência na França de um anti-semitismo "de esquerda" e "progressista". Foi por um momento associado ao grupo dos « novos filósofos », juntamente com Pascal Bruckner, André Glucksmann e Bernard-Henri Lévy. Também foi associado ao filósofo Michel Foucault, em uma tentativa frustrada de jornalismo mais aprofundado. Sua presença mediática (autor de livros, apresentador do programa de rádio Réplique(s) da France-Culture, frequentemente presente na televisão) conduziu-o a vários erros, como a célebre crítica « no escuro » feita sobre o filme Underground de Emir Kusturica, (« A Impostura Kusturica », Le Monde, 2 de junho de 1995). A descoberta desta aventura formará a trama do filme Rien sur Robert de Pascal Bonitzer.

    5 Livros
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    Alain Finkielkraut