Entrar
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas1
    • Leitores103
    • Similares2

    Visão do paraíso -

    Sérgio Buarque de Holanda

    Companhia das Letras
    2010
    600 páginas
    20h 0m
    ISBN-13: 9788535916676
    Português Brasileiro
    4.3
    12 avaliações
    Leram27Lendo4Querem70Relendo0Abandonos2Resenhas1
    Favoritos1Desejados70Avaliaram12

    Examinando um período abrangente, que se inicia nos primeiros contatos realizados pelos colonizadores portugueses e espanhóis com o continente americano, até o século XVI, Visão do Paraíso inaugura o ensaísmo sobre o imaginário do colonizador. O livro, editado pela primeira vez em 1959, antecipou a historiografia das mentalidades ao estudar os mitos edênicos que acompanharam as narrativas dos descobrimentos e da colonização da América. Na época de seu lançamento, predominava o cunho econômico-social dos estudos, mas Sérgio Buarque de Holanda recompôs a concepção paradisíaca que os descobridores tinham do Novo Mundo, desenvolvendo uma abordagem de longa duração, cujos efeitos se fazem sentir até os dias de hoje. O diálogo estabelecido com a historiografia europeia, acompanhado de um domínio amplo das fontes documentais que retratam as visões idílicas do continente americano, permitiu ao autor realizar uma comparação particularmente original entre a colonização portuguesa e a espanhola da América. O autor nos mostra como as descrições do Novo Mundo produzidas pelos conquistadores castelhanos estão repletas de elementos fantásticos e correspondem fielmente às temáticas edênicas, enquanto, no caso português, o pragmatismo lusitano assume o lugar da imaginação criadora, assegurando às visões do Paraíso um espaço limitado na América portuguesa. Esta nova edição traz um caderno de imagens com reproduções de documentos e fotografias do acervo pessoal do autor, além de posfácios inéditos dos historiadores Laura de Mello e Souza e Ronaldo Vainfas.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover

    Similares (2)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (1)Ver mais
    Bruno Oliveira picture
    Bruno Oliveira04/08/2019Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A TESE QUE REVELOU UM NOVO MUNDO AINDA VELHO

    Apesar de ser uma tese que Holanda escreveu, ou seja, um texto mais voltado a um público mais fechado, acadêmico, este Visão do Paraíso é, sem dúvidas, uma visão ímpar que acaba se revelando muito informativa e esclarecedora para o público em geral. Mesmo se utilizando de um vocabulário erudito e (desconfio) irônico em sua longa pesquisa, as informações/revelações ali elencadas sobre o Brasil segundo seus primeiros estrangeiros são a prova do quão deturpada foi e, ainda é, a visão "de fora" desta terra do Novo Mundo. É tanta fantasia, é tanta "viagem" que, o leitor de agora, se não se assusta, acha graça do que achavam ou pensavam ver por estas bandas de cá. Até o Padre Anchieta não se salva! Holanda se vale de farto material bibliográfico para nos mostrar todos esses disparates e, claro, como bom professor que é, foi, explica de onde veio esses "mitos", essas "lendas" que por aqui movimentaram tantos reinos, aventureiros e exploradores. A leitura é para os iniciados, mas se você, como eu, é um curioso nato, ou um baita encucado com as coisas, leia, com calma e atenção, tudo o que ali é documentado sobre nossa origem. Vale a pena, pode crer.

    curtir

    Estatísticas

    Avaliações

    4.3 / 12
    • 5 estrelas33%
    • 4 estrelas58%
    • 3 estrelas8%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Sérgio Buarque de Holanda profile picture

    Sérgio Buarque de Holanda

    Sérgio Buarque de Holanda foi um dos mais importantes historiadores brasileiros. Foi também crítico literário e jornalista. Sérgio Buarque de Holanda estudou em diversas escolas de São Paulo uma delas foi a Escola Estadual Caetano de Campos. Mudou-se, em 1921, para o Rio de Janeiro, matriculando-se na Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro, atual Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde obteve o bacharelado em Ciências Jurídicas e Sociais em 1925. Ao longo da década de 1920, atuou como representante do movimento modernista paulista no Rio de Janeiro. Trabalhou então em diferentes órgãos de imprensa e, entre 1929 e 1930, foi correspondente dos Diários Associados em Berlim, onde também frequentou atividades acadêmicas, como as conferências do historiador Friedrich Meinecke. De volta ao Brasil no começo dos anos 30, continuou a trabalhar como jornalista. Em 1936, obteve o cargo de professor assistente da Universidade do Distrito Federal. Neste mesmo ano, casou-se com Maria Amélia de Carvalho Cesário Alvim, com quem teria sete filhos: Sérgio, Álvaro, Maria do Carmo, além dos músicos Ana de Hollanda, Cristina Buarque, Miúcha e Chico Buarque. Ainda em 1936, publicou o ensaio Raízes do Brasil, que foi seu primeiro trabalho de grande fôlego e, ainda hoje, é o seu escrito mais conhecido. Em 1939, extinta a Universidade do Distrito Federal, passou a trabalhar na burocracia federal. Em 1941, passou uma longa temporada como visiting scholar em diversas universidades dos Estados Unidos. Reuniu, no volume intitulado Cobra de Vidro, em 1944, uma série de artigos e ensaios que anteriormente publicara nos meios de imprensa. Publicou em 1945 e 1957, respectivamente, Monções e Caminhos e Fronteiras, que consistem em coletâneas de textos sobre a expansão oeste da colonização da América Portuguesa entre os séculos 17 e 18. Em 1946, voltou a residir em São Paulo, para assumir a direção do Museu Paulista, - que ocuparia até 1956 - sucedendo então ao seu antigo professor escolar Afonso Taunay. Em 1948, passou a lecionar na Escola de Sociologia e Política de São Paulo, na cátedra de História Econômica do Brasil, em substituição a Roberto Simonsen. Viveu na Itália entre 1953 e 1955, onde esteve a cargo da cátedra de estudos brasileiros da Universidade de Roma. Em 1958, assumiu a cadeira de História da Civilização Brasileira, agora na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP. O concurso para esta vaga motivou-o a escrever Visão do Paraíso, livro que publicou em 1959, no qual analisa aspectos do imaginário europeu à época da conquista do continente americano. Ainda em 1958, ingressou na Academia Paulista de Letras e recebeu o Prêmio Edgar Cavalheiro, do Instituto Nacional do Livro, por Caminhos e Fronteiras. A partir de 1960, passou a coordenar o projeto da História Geral da Civilização Brasileira, para o qual contribuiu também com uma série de artigos. Em 1962, assumiu a presidência do recém-fundado Instituto de Estudos Brasileiros. Entre 1963 e 1967, foi professor convidado em universidades no Chile e nos Estados Unidos e participou de missões culturais da Unesco em Costa Rica e Peru. Em 1969, num protesto contra a aposentadoria compulsória de colegas da Universidade de São Paulo pelo então vigente regime militar, decidiu encerrar a sua carreira docente. No contexto da História Geral da Civilização Brasileira, publicou, em 1972, Do Império à República, texto que a princípio fora concebido como um simples artigo para a coletânea, mas que, com o decurso da pesquisa, acabou por ser ampliado num volume independente. Trata-se de um trabalho de história política que aborda a crise do império brasileiro no final do século 19, explicando-a como resultante da corrosão do mecanismo fundamental de sustentação deste regime: o poder pessoal do imperador. Permaneceu intelectualmente ativo até 1982, tendo ainda neste último decênio publicado diversos textos. De 1975 é o volume Vale do Paraíba - Velhas Fazendas e de 1979, a coletânea Tentativas de Mitologia. Nestes últimos anos, trabalhou também na reelaboração do texto de Do Império à República - que não chegou a concluir. Participou, em 1980, da cerimônia de fundação do Partido dos Trabalhadores (PT), recebendo a terceira carteira de filiação do partido, após Mário Pedrosa e Antonio Candido.[2] Neste mesmo ano, recebeu tanto o Prêmio Juca Pato, da União Brasileira de Escritores, quanto o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro.

    31 Livros
    111 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Sérgio Buarque de Holanda