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    A integração do negro na sociedade de classes - No limiar de uma nova era

    Florestan Fernandes

    Biblioteca Azul
    2008
    624 páginas
    20h 48m
    ISBN-13: 9788525045676
    Português Brasileiro
    4.8
    9 avaliações
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    A integração do negro na sociedade de classes (no limiar de uma nova era), de Florestan Fernandes, completa essa verdadeira opus magna de nossa sociologia. Se no volume I o autor punha em cheque de modo explícito “o mito da democracia racial”, além de promover um deslocamento conceitual e geográfico da questão racial no Brasil, introduzindo, de um lado, a abordagem marxista da sociedade de classes, e de outro, o caso paulista em lugar do nordestino (i. é, a nova situação industrial em detrimento da agrária), neste volume 2, mais propriamente sociológico e menos conceitual-histórico, Florestan Fernandes aborda diretamente o movimento ou movimentos negros — ou melhor, a emergência e as perspectivas de tais movimentos na sociedade e na política brasileiras.

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    Jessica Estrela06/01/2025Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    A integração do negro na sociedade de classes

    Nesta obra, Florestan Fernandes apresenta uma sociedade pós abolicionista e trata da transição da sociedade de castas para a sociedade de classes na cidade de São Paulo, destacando a inserção desigual de diferentes grupos sociais e étnicos nesse processo, tratando especificamente da cidade de São Paulo. E como as pessoas negras foram deixadas a mercê do sistema social que operava na sociedade de castas e como a dificuldade de superar os padrões impostos — como a inferiorização do negro — pela sociedade escravocrata. A tradição escravocrata associou de tal modo “cor” e “posição social”, que o “branco”, recém-egresso do regime de castas, ainda se comportava como se fosse o senhor e revelava extrema intransigência diante de qualquer quebra ostensiva da velha etiqueta das relações Florestan Fernandes discute assuntos como o Mito da democracia racial — que foi criado com o intuito de mascarar as desigualdades raciais e isentar o branco de responsabilidade histórica e evitar mudanças que ingressassem de fato o negro na sociedade e ainda atribuir ao negro a culpa pela existência da desigualdade raciais. Por isso o termo é considerado puramente um “mito” — e os padrões tradicionalistas das relações raciais, apresentando conceitos como paternalização, padrão assimétrico das relações, deformação autoritária etc.

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    Florestan Fernandes

    Florestan Fernandes foi um sociólogo e político brasileiro. Patrono da sociologia brasileira sob a lei nº 11.325, também foi deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT), tendo participado da Assembleia Nacional Constituinte. Recebeu o Prêmio Jabuti em 1964, pelo livro Corpo e Alma do Brasil e foi agraciado postumamente em 1996 com o Prêmio Anísio Teixeira.

    38 Livros
    113 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Florestan Fernandes