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    D. Amélia -

    Isabel Stilwell

    A Esfera dos livros
    2010
    672 páginas
    22h 24m
    ISBN-13: 9789896262488
    Português
    4.6
    5 avaliações
    Leram11Lendo3Querem21Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos0Desejados21Avaliaram5

    Uma rainha não foge, não vira costas ao seu destino, ao seu país. D. Amélia de Orleãs e Bragança era uma mulher marcada pela tragédia quando embarcou, em Outubro de 1910, na Ericeira rumo ao exílio. Essa palavra maldita que tinha marcado a sua família e a sua infância. O povo acolheu-a com vivas, anos antes, quando chegou a Lisboa. Admirou a sua beleza, comentou como era alta e ficou encantado com o casamento de amor a que assistiu na Igreja de São Domingos. A princesa sentia-se uma mulher feliz. Mas cedo começou a sentir o peso da tragédia. O povo que a aclamou agora criticava os seus gestos, mesmo quando eram em prol dos mais desfavorecidos. O marido, aos poucos, afastava-se do seu coração, descobriu-lhe traições e fraquezas e nem o amor dos seus dois filhos conseguiu mitigar a dor. Nos dias mais tristes passava os dedos pelo colar de pérolas que D. Carlos lhe oferecera, 671 pérolas, cada uma símbolo dos momentos felizes que teimava em não esquecer. Isabel Stilwell, autora best-seller de romances históricos, traz-nos a história da última rainha de Portugal. D. Amélia viveu durante 24 anos num país que amou como seu, apesar de nele ter deixado enterrados uma filha prematura que morreu à nascença, o seu primogénito D. Luís Filipe, herdeiro do trono, e o marido D. Carlos assassinados ao pleno Terreiro do Paço a tiro de carabina e pistola. De nada lhe valeu o ramo de rosas que tinha na mão e com o qual tentou afastar o assassino. Outras mortes a perseguiriam... D. Amélia regressou em 1945 a convite de António de Oliveira Salazar com quem mantinha correspondência e por quem tinha uma declarada admiração. Morreu seis anos depois em França, seu país natal, na cama que Columbano havia pintado para ela. Na cabeceira estavam desenhadas as armas dos Bragança.

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    Inês Montenegro picture
    Inês Montenegro06/02/2016Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Não é o primeiro livro que leio em torno de D. Amélia, nem a última rainha que Portugal conheceu é desconhecida, pelo que o enredo não poderia ter propriamente o factor surpresa com o qual manter o interesse da sua leitura – no entanto, fê-lo. Isabel Stilwell conseguiu uma junção prodigiosa entre ficção e História, em que a imaginação dos sentimentos não partilhados, das conversas familiares, das relações que nos aparecem como genuínas, ou seja, tudo o que é do foro privado, se mistura com os elementos factuais, desde a coroa de brincar que D. Amélia ganhou em pequenina e lhe valeram os primeiros “vivas” como rainha, ao ramo de flores com que enfrentou ao assassino do seu filho Luís Filipe. Opinião completa em:

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