Nestes dias de hoje, em que pululam templos e livros de auto-ajuda tentando socorrer o rebanho de ovelhas desgraçadas pelo cotidiano sem nexo como vivem, a poeta Sônia Cintra reaparece salvadora. Não porque revele verdades sobrenaturais. Ao contrário. Com a doçura que Deus deu a seus versos, fala sobre o natural: a Natureza, grafada assim, com letra grande, porque é da Serra do Japi que este livro trata. O paraíso que recorta o horizonte da cidade de "mais lindas tardes so pôr-do-sol", como canta Dona Haydêe Mojola, no Hino de Jundiaí.