Os arquitetos pioneiros do Movimento Moderno pregavam que forma e função devem ser tratadas como coisa única, resultando uma verdade, que é a arquitetura. "A forma segue a função" é o dogma central da teoria e da estética do Movimento Moderno, mas esse tom da estética funcionalista nem sempre foi a base da arquitetura de épocas passadas (nem hoje, do pós-modernismo). Para poder entender, apreciar e julgar múltiplas maneiras pelas quais forma e função interagem é preciso estabelecer, antes de mais nada, uma distinção entre função utilitária e função simbólica. É o que procura fazer esete livro, ao analisar a teoria funcionalista (particularmente no Movimento Moderno) e ao estudar a arquitetura como forma de linguagem, colocando em alguma evidência a questão do significado. Assuntos tais como tradição, método, estilo, moda, ornamento e o surgimento do pós-modernismo são usados como pano de fundo para a discussão do tema central do livro: funcionalismo, linguagem e teoria (teoria aqui entendida etimologicamente como contemplação).