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    Antologia do conto do Amazonas -

    Tenório Telles

    Valer
    2010
    212 páginas
    7h 4m
    ISBN-10: 8575121383
    Português Brasileiro
    3.6
    4 avaliações
    Leram5Lendo3Querem22Relendo1Abandonos1Resenhas1
    Favoritos1Desejados22Avaliaram4

    A palavra "antologia" tem origem no grego e significa "coleção de flores". Por extensão, passou a designar as reuniões de trabalhos literários, seja de poesia ou ficção, expressivos de um período ou de uma literatura. O vocábulo deriva do nome da primeira antologia de que se tem notícia, organizada pelo poeta Meléagro. Este livro, organizado pelos professores Tenório Telles e Marcos Frederico Krüger, faz parte dessa tradição. É uma coleção de narrativas míticas, folclóricas e de contos expressivos do imaginário amazônico. Antologia do conto do Amazonas é uma obra que se constrói como um passeio pela história da produção ficcional no Amazonas, tendo como cenário a paisagem regional, os dramas humanos e o universo mágico que enforma a subjetividade dos habitantes da pátria das águas. Esta coletânea registra e pereniza o trabalho criativo de autores como Álvaro Maia, Arthur Engrácio, Astrid Cabral, Carlos Gomes, Benjamin Sanches, Erasmo Linhares, Márcio Souza, Milton Hatoum, Vera do Val, entre outros.

    Resenhas (1)Ver mais
    Bea Smith picture
    Bea Smith06/04/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Amazônia é poesia

    Este livro de Contos amazonenses é um presente na minha vida. Todo nortista merece e deve conhecer a sua própria literatura para entender e saber que também somos parte da literatura do Brasil. Não merecemos a margem. Nossas narrativas são ricas de identidade, de memórias, de lutas, de muita resistência, muito poder, magia e sabedoria. Navegar nas águas desses rios literários foi delicioso e de tamanho encanto, que por hora me vejo querendo pegar um barco e desbravar o grande Amazonas e suas margens (não tô exagerando). Outras vezes, me peguei querendo me embrenhar na floresta, sentar-me aos pés de um fogareiro de bairro e ouvir as histórias da boca de um sábio ancião indígena naquela cadência, naquele ritmogostoso que só o nortista tem e assim fechar os olhos, sentir a brisa da noite e os sons noturnos da mata. Alguns momentos também me vi teletransportada para a Manaus provinciana, aquela que ficou conhecida como a "Paris dos trópicos". Andei pelas ruas de bloquinhos, passei pelos cafés e admirei toda aquela cidade paradoxa de luxo e palafitas. Este livro me faz andar hoje por Manaus e enxergar cada detalhe dessa grande metrópole. Me faz querer observar melhor o seu povo, os seus costumes, me faz também lembrar do meu Pará, de Belém e dos interiorzinhos banhados por lindos rios. Me faz refletir muito, muito, muito sobre toda a nossa história e nosso povo e, principalmente, me faz valorizar ainda mais minha terra e as minhas origens.

    4 curtidas

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    3.6 / 4
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    • 4 estrelas75%
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    Tenório Nunes Telles de Menezes  profile picture

    Tenório Nunes Telles de Menezes

    Tenório Nunes Telles de Menezes nasceu em Anori, interior do Amazonas, em 1963. Membro da Academia Amazonense de Letras, Professor de Literatura Brasileira, é formado em Letras e em Direito pela Universidade Federal do Amazonas. Coordenador editorial da Editora Valer, em Manaus, a ele se poderia creditar em grande parte a tão intensa publicação literária daquela Editora, ainda tão pouco conhecida fora dos limites do Estado. Tenório é uma figura humana tão extraordinária que, se dedicando incansavelmente à promoção do livro e da leitura, pouco cuida quanto à publicação de seus próprios textos. Em 1988, publicou sua primeira reunião de poemas, "Primeiros fragmentos":, e em 2004, a peça A "Derrota do Mito". Lançou o CD "Vida e luz" em parceria com o poeta Thiago de Mello. O imenso amor aos livros e uma esperança silenciosa, cultivados pelo editor incansável, talvez venham ajudando Tenório Telles a cumprir humildemente a tarefa do poeta, tal como faz e também entendia Paul Valéry, dando-nos a sensação de união íntima entre a palavra e o espírito. Quando magnificamente se aventura no texto teatral, Tenório resgata um determinado olhar do “poeta-narrador” que vê com frisson o deserto nas ruínas do poder: a derrota do mito. Uma memória que traz a imagem de civilizações destruídas. Algum sentido à visão do trágico e das lembranças como possível resposta à consciência consolante tão típica de Tenório. Quem sabe, sutil resposta da Musa ao poeta de que a sorte do homem neste vale de lágrimas é precária. O sofrimento natural que todos padecem se são poetas, e que Tenório transmite em seus versos, se transfigura em um instrumento a serviço da luz, evocando as razões da existência e a inevitabilidade do destino. Como músico autêntico dos seus peãs, Tenório é toda a música. Anunciando a angústia do aniquilamento que a fumaça do monte não cessa de avisar, parece nos dizer que, neste mundo tolo e soberbo, resta ao coração sentir e pensar. Um pensar que, como para Leopardi, seria aprender a morrer. Ou, também, um exercício de acreditar, olhos postos no mais Alto. Tocados pela fantasia e pelo devaneio na canção da esperança de Tenório Telles, edificante. Flanando libertos! DONALDO MELLO, em Brasília, na noite de 27 de março de 2006

    7 Livros
    4 Seguidores
    Amazonas, Brasil

    Tenório Nunes Telles de Menezes