Foi neste livro que George Smiley se apresentou ao leitor brasileiro. Ele é um espião, naturalmente, mas um espião diferente, sem aquela auréola de grande amoroso e herói como tantos de seus colegas, e apesar disso, ou talvez por isso mesmo, excitando mais ainda a curiosidade do leitor. Smiley parece tudo menos espião, tornando assim mais pungente o seu drama humano de espião - o drama do conflito entre o homem social comum e aquela criatura muito especial que o submundo cada vez maior da espionagem exige, para quem são estabelecidas leis e critérios próprios, que ele deve obedecer a fim de poder desempenhar as complexas manobras do seu ofício. O livro têm um enredo movimentado e cheio daquele ingrediente indispensável às obras do gênero, que se chama de suspense, neste caso, a caçada sem tréguas movida por Smiley a um perigoso agente inimigo... que é por coincidência, seu amigo e ex-aluno. A trama da história é soberba, os personagens geniais, e com este livro Le Carré atingiu novas alturas e firmou ainda mais solidamente sua posição de grande mestre da literatura contemporânea de espionagem.
O morto ao telefone - O novo sucesso do autor de "o espião que saiu do frio"
John le Carré
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David John Moore Cornwell
David John Moore Cornwell (nascido em 19 de outubro de 1931), que escreve sob o nome de John le Carré, é um autor de romances de espionagem. Entre os anos de 1950 a 1960, Cornwell trabalhou para o MI5 e MI6, e começou a escrever romances sob o pseudónimo de John le Carré . O seu terceiro romance "O Espião que veio do do frio" (1963) tornou-se num best-seller internacional e continua a ser uma das suas mais conhecidas obras até à data. Depois do sucesso do romance, ele deixou o MI6 para se tornar um autor a tempo inteiro. Le Carré desde então tem escrito vários romances que o têm estabelecido como um dos melhores escritores de espionagem de ficção na literatura do século XX. Em 2008, o The Times classificou-o como 22º na sua lista de "Os 50 maiores escritores britânicos desde 1945 ".

