O autor, Santo Agostinho, dedica essa obra a seu caríssimo filho, Marcelino (p.39), que, com trabalho imenso e árduo tenta estabelecer uma apologética viva da fé cristã.
Num período em que os cristãos eram tidos como culpados por todos os fracassos do Império Romano, Agostinho se propõe a demonstrar a mentira dos falsos deuses, das vãs filosofias da cultura helênica.
Na Parte I, que compreende os 10 primeiros capítulos de toda obra, o autor dedica os 5 primeiros capítulos combatendo os que se apegam aos bens dessa vida. Nos últimos 5, ataca os que se dedicam aos falsos cultos.
Com erudição sem igual (que grande erudito) Agostinho arremata dizendo que a Cidade de Deus é a igreja do Deus vivo que, como "Pedras Vivas", crescem no santuário do Deus vivo, como Ele prometeu viver no meio de seu povo.
A sagacidade, o desmascarar as armadilhas do Império greco-romano e centralidade das Escrituras adornada com inúmeras citações e grande quantidade de fatos históricos, tornam a obra densa.
Por esse motivo, indico a você que fala "amei a leitura"; "melhor livro da vida" ou baboseiras inúteis afins a nem tocar em tal obra. É capaz que, em virtude da sua limitação em avaliar grandes obras, você venha a ficar enfadado com tamanha robustez.