Faz bastante tempo que não tenho oportunidade de fazer uma leitura tão envolvente. Desses livros que você adquire de forma despretensiosa e no fim revelam-se leituras prazerosas, confesso que fui atraída pela capa, não me recordo de ter lido a sinopse ou qualquer trecho quando o comprei. Sou dessas, se tiver oportunidade leio sinopse, capa e contra-capa e o que mais puder. Meu dinheiro é fruto de muito trabalho e eu procuro valorizar esse esforço.
Mas vamos ao livro: Annia é uma jornalista americana, casada com um jornalista libanês que vai nos contar de uma forma bastante singular sobre o período em que viveu no Oriente Médio. Conflitos, medo, preconceito, guerra está tudo ali. E Annia encontra conforto na culinária, nos amigos. Para mim foi uma leitura deliciosa que confesso já sinto saudades.
Ressalto que não se trata de um romance. Pode ser visto como diário de viagem, relato de guerra, biografia, antropologia gastronômica (?), mas não como romance, ainda que a leitura tenha sido tão prazerosa quanto.
Ao final Annia nos brinda com receitas um convite a aventuras nesse universo gastronômico.
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4,75 de 5 mais por um ou outro erro de digitação do que pela leitura em si.
13/07/2020 às 22:42
Leitura de quarentena
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Grifos:
'As construções antigas cheiravam a alecrim selvagem e camomila.'
'Porém, por mais poderoso que seja o gosto do ódio, não nos lembramos dele com tanta vivacidade quanto das outras coisas. Quando pensava em Bagdá, pensava em como as pessoas de lá valorizavam os livros; do senso de humor, da história, de como alguém sempre trazia à tona a epopeia de Gilgamesh. Os cafés retrô. O cheiro de masquf.'
'Sempre que batia a saudade de Beirute ou Bagdá, eu ia a uma feira. Encontrava algo conhecido, ou algo desconhecido, e preparava algo com aquilo. Ligava para amigos (os que não estavam "lotados") e convidava- os para jantar.'