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    O HOMEM E A MORTE -

    Menotti Del Picchia

    LIVRARIA MARTINS
    1958
    205 páginas
    6h 50m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.8
    4 avaliações
    Leram6Lendo3Querem12Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos0Desejados12Avaliaram4

    Mas Del Pichhia cria um romance fantástico em que um homem namora a Morte, a voluptuosa Kundry. Ao longo do livro vamos tecendo considerações sobre a vida e a morte que vai além do clichê a cada dia morremos um pouquinho: para viver destruímos a vida! Decifra-me ou devoro-te! Por acaso a vida não é assim? Uma hora “uma perfídia divina”, outra uma “carícia satânica”... Quantos foram devorados sem decifrar o enigma? Quando surgiu o mito da Esfinge, logo me lembrei do livro homônimo do Coelho Neto, considerado o Frankestein Brasileiro. Teria o autor se inspirado naquele personagem de alma atormentada? Outro artista que estaria no personagem Criton é o taciturno escultor Victor Brecheret que vai esculpi-la em granito e a característica real de ser “mudo como um necrotério” dá um ar macabro pra história.

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    Nivia Oliveira picture
    Nivia Oliveira26/05/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Um título assim já imaginamos um texto tecnicamente filosófico. Mas Del Pichhia cria um romance fantástico em que um homem namora a Morte, a voluptuosa Kundry. Ao longo do livro vamos tecendo considerações sobre a vida e a morte que vai além do clichê a cada dia morremos um pouquinho: para viver destruímos a vida! Decifra-me ou devoro-te! Por acaso a vida não é assim? Uma hora “uma perfídia divina”, outra uma “carícia satânica”... Quantos foram devorados sem decifrar o enigma? Quando surgiu o mito da Esfinge, logo me lembrei do livro homônimo do Coelho Neto, considerado o Frankestein Brasileiro. Teria o autor se inspirado naquele personagem de alma atormentada? Outro artista que estaria no personagem Criton é o taciturno escultor Victor Brecheret que vai esculpi-la em granito e a característica real de ser “mudo como um necrotério” dá um ar macabro pra história.

    6 curtidas

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    Paulo Menotti Del Picchia profile picture

    Paulo Menotti Del Picchia

    Foi um poeta, jornalista, tabelião, advogado, político, romancista, cronista, pintor e ensaísta brasileiro. Imortal, ocupou a cadeira nº 28 da Academia Brasileira de Letras, tendo sido suas principais obras Juca Mulato (1917) e Salomé (1940). Um livro seu de elevada popularidade é Máscaras (1920), pela sua nota lírica. Presidiu a Associação dos Escritores Brasileiros, seção de São Paulo. Foi agraciado com o título de "Intelectual do Ano", em 1968, e aclamado "Príncipe dos Poetas Brasileiros", em 1982. Em 1960, recebeu o Prêmio Jabuti de poesia, concedido pela Câmara Brasileira do Livro. Destacam-se em sua obra poética os livros Juca Mulato (1917), Máscaras (1920), A Angústia de D. João (1922) e O Amor de Dulcinéia (1931). A poesia de Menotti del Picchia vincula-se à primeira geração do Modernismo. Em 1984, recebeu o Prêmio Moinho Santista - Categoria Poesia.

    21 Livros
    10 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Paulo Menotti Del Picchia