Contos de Herman Melville - Bartleby, O Homem Pára-Raios, O Terraço e Benito Cereno

    Herman Melville

    Cultrix
    1985
    184 páginas
    6h 8m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Herman Melville é hoje considerado pela crítica um dos maiores e mais originais escritores dos Estados Unidos, e seu romance Moby Dick figura no reduzido número de obras-primas da literatura universal. Nascido em Nova York em 1819, Melville só frequentou a escola durante uns poucos anos. O mais aprendeu-o diretamente na vida, numa juventude repleta de lances aventurosos, que lhe iriam inspirar algumas de suas melhores páginas literárias. Foi marujo de navio baleeiro e andou entre os canibais dos Mares do Sul antes de se fixar em Nova York, onde se dedicou à literatura e ao jornalismo e onde veio a falecer em 1891, praticamente ignorado de seus contemporâneos. Nesta coletânea estão reunidas quatro de suas pequenas obras-primas: os contos "Bartleby", "O Homem do Pára-raios" e "O Terraço" e a novela "Benito Cereno". A seleção e a tradução desses textos é de Olívia Krähenbühl, autora igualmente da introdução em que, de forma sucinta, familiariza o leitor com a vida e a obra do escritor.

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    Henrique Luiz Fendrich picture
    Henrique Luiz Fendrich27/09/2019Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Aparentemente, é o mesmo conteúdo de "Os melhores contos de Herman Melville". Embora o livro fale em “Contos”, são apenas 4, sendo que dois deles estão mais para novelas, pelo tamanho. O nome mais apropriado talvez devesse ser “Bartleby e outros contos”, porque “Bartleby” é realmente a melhor história do livro – aliás, é mais do que isso, é um dos grandes momentos da literatura mundial. O conto “O homem do para-raios” é bom também, além de curto, mas então vem “O terraço”, texto simbolista e impressionista que apenas a custo de muita leitura dinâmica foi possível concluir. Depois, outro conto enorme, “Benito Cereno”, sobre um motim de negros de um navio negreiro. Embora na introdução tenha sido destacada a opinião de que Melville pretendia, com o conto, incitar à revolta os negros do sul (e esse comentário aparentemente é de um branco), fiquei com uma impressão maior de que, na verdade, é endossado o pensamento racista, pois se evidencia uma crueldade que, na história, parte apenas dos negros revoltosos, como se não houvesse crueldade alguma em se achar detentor e proprietário de outro ser humano. Não estou certo de que o racismo que se observa em alguns comentários seja meramente o da história, e não o do próprio autor. Este também é um conto que tem algumas passagens de leitura lenta, excessivamente descritiva para o meu gosto. Em suma, a boa opinião que posso ter do Melville por esse livro é apenas pelo incrível “Bartleby”.

    1 curtida

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