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    Rumo a Damasco -

    August Strindberg

    Cone Sul
    1997
    116 páginas
    3h 52m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.5
    5 avaliações
    Leram13Lendo2Querem43Relendo0Abandonos1Resenhas2
    Favoritos0Desejados43Avaliaram5

    Livro premiado na categoria tradução do Primeiro Festival Universitário de Literatura, criado e organizado pela Xerox do Brasil e Revista Livro Aberto.

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    Weslley Assis picture
    Weslley Assis24/09/2025Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Rumo a Viagem Simbolista

    Li esta peça por indicação obrigatória para a disciplina de História do Teatro Moderno. Ela é considerada uma das obras mais importantes do teatro simbolista, e vai projetar de forma intensa os ideais dessa corrente estética na literatura. Na peça, acompanhamos a trajetória por meio de uma viagem de um homem sem nome, chamado apenas de O Estranho, que está cheio de dilemas internos, esse estranho sofre de uma crise existencial, intelectual e espiritual. Na viagem vai ser mostrado vários episódios de sua vida, se encontrando no caminho com figuras que simbolizam tentações, dúvidas, lembranças e julgamentos. O Estranho vai embarcar em uma jornada de purificação espiritual, passando por etapas que lembram uma via-crúcis. Em cada estação ele vai confrontar representações de si e de suas fraquezas, moral, culpas e fracassos pessoais. Esses encontros serão marcados por meio de personagens alegóricos — como o Médico, o Monge, a Mãe e o Mendigo — que refletem aspectos diversos de sua vida e de sua condição humana. A obra e marcada por um texto que expressa a subjetividade e o interior do protagonista, mediante uma linguagem que pode evocar o mistério e o espiritual, em sua obra-prima Strindberg buscou transmitir um mundo de ideias e sentimentos, algo que a estética do simbolismo se propunha expressar em suas produções não só teatrais como em outras linguagens das artes Opinião: Eu, particularmente, achei a leitura bastante cansativa. Tive dificuldade em compreender as motivações e ações dos personagens, que me pareceram surreais em muitos momentos. Além disso, senti falta de uma noção clara de espaço e geografia dentro da narrativa, o que tornou a experiência ainda mais confusa.

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    Johan August Strindberg

    Johan August Strindberg, pintor, escritor e dramaturgo sueco, é autor, entre outros, de O Pelicano. Figura ao lado de Henrik Ibsen, Søren Kierkegaard e Hans Christian Andersen como o maior escritor escandinavo. É um dos pais do teatro moderno. Seus trabalhos são classificados como pertencentes os movimentos literários Naturalismo e Expressionismo. As suas primeiras peças teatrais denotam influências de Ibsen e Kierkegaard e aí transparece uma personalidade amarga e torturada: O Livre Pensador (1869), Hermion (1869), O Professor Olof (1872), A Viagem de Pedro Afortunado (1882) e A Mulher do Cavaleiro Bent (1882). O fracasso do seu primeiro matrimónio com Siri von Essen (1877-1891) deu à sua obra um tom misógino, que está patente, em especial nos contos de Esposos (1884) e nos dramas de carácter naturalista Camaradas (1897), O Pai (1887) e A Menina Júlia (1888), a sua obra mais importante.

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    Sodermanland, Suécia

    Johan August Strindberg