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    Terra de Caruaru -

    José Condé

    Record
    1987
    232 páginas
    7h 44m
    ISBN-10: 8510300984
    Português Brasileiro
    4.5
    4 avaliações
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    Se nos anos de seca, a terra escaldava, murchava o mato e morria o gado - na estação das chuvas os aguaceiros caíam dia e noite sobre as telhas vãs, empapavam o chão dos roçados, faziam transbordar o leito do Ipojuca. Então, redes rangiam ao suave embalo de corpos satisfeitos. Pinicados de violas tristes se misturavam, na sobra da noite, com o coaxar de sapos e rãs nas cacimbas. O amor esquentava o corpo dos homens. José Condé - Um autor que, ao construir o épico da terra agreste de Caruaru, empresta ao regionalismo a dimensão existencial. "Esse romance de Caruaru é um livro completo (...) É um romance brasileiro." Otto Maria Carpeaux

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    José Condé profile picture

    José Condé

    José Ferreira Condé (1917-1971), conhecido por José Condé, nasceu na cidade de Caruaru, no agreste de Pernambuco, no dia 22 de outubro de 1917. Fez seus primeiros estudos em sua cidade natal. Foi para o Recife onde fez o exame de admissão para ingressar no Ginásio Pernambucano. Em 1930, após a morte de seu pai, muda-se para Petrópolis, no Rio de Janeiro, levado por seu irmão Elísio Condé. Matricula-se no internato do Colégio Plínio Leite. Funda o Grêmio Literário Alberto de Oliveira e dirige dois pequenos jornais – Pra Você e o Jaú, onde publica seu primeiro conto. Em 1934 muda-se para o Rio de Janeiro, para fazer o vestibular de Direito. Nessa época publica o poema “A Feira de Caruaru” na revista O Cruzeiro. Ingressa na Faculdade de Direito de Niterói. Começa a fazer contato com a moderna literatura nacional, escrevendo reportagens na imprensa. Em 1939, depois de formado tem uma série de empregos até que é nomeado para o Instituto dos Bancários, onde atingiu o cargo de procurador. Faz sua estreia na literatura com “Caminhos na Sombra” (1945), novelas sobre a gente humilde do agreste pernambucano. Em 1949 lança, com os irmãos João e Elísio, o Jornal de Letras. Em 1950 publica “Onda Selvagem”, um romance urbano, que recebeu o Prêmio Malheiro Dias no concurso da revista O Cruzeiro. Nesse mesmo ano ingressa no Correio Da Manhã, como redator literário, passando depois a diretor do suplemento literário. Em 1951 publica no Jornal da Letras “Histórias da Cidade Morta” – pequenas narrativas de conteúdo dramático, passadas na cidade de Santa Rita, representando as cidades brasileiras que tiveram sua decadência com a abolição da escravatura. A obra recebeu o Prêmio Fábio Prado, da União Brasileira de Escritores de São Paulo. Em 1956 escreve “Os Dias Antigos”, novelas onde retoma ao tema da abolição da escravatura. Recebe o Prêmio Paula Brito da Prefeitura do Rio de Janeiro. Posteriormente, essas obras foram reunidas sob o título geral de “Santa Rita”. A obra de José Condé retrata simultaneamente o regionalismo e o urbano, numa linha que caminha por diferentes estios: o dramático, o fantástico, o épico e o pitoresco. Seus melhores momentos são no regionalismo. Em 1960 publica “Terra de Caruaru”, Prêmio Coelho Neto da Academia Brasileira de Letras. Na obra, o autor faz um levantamento histórico e sociológico de sua terra, mostrando o modo de vida da cidade, as histórias do cangaço, os problemas da política local, casos dramáticos e pitorescos, seus tipos humanos, com seus dramas de amor, de vingança e solidão. Em 1961 a obra foi editada em Portugal. O escritor publica ainda: “Vento do Amanhecer em Macambira” (1962), uma breve narrativa onde se fundem presente e passado, realidade e sonho. Prêmio Luiza Cláudio de Souza do PEN Clube, “Os Sete Pecados Capitais” (1964), “Noite Contra Noite” (1965), “Pensão Riso da Noite, Rua das Mágoas” (1966), “Como Uma Tarde de Dezembro” (1969), “Tempo Vida Solidão” (1971) e a coletânea de novelas “As Chuvas”, obra póstuma. José Condé faleceu no Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, no dia 27 de setembro de 1971.

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    5 Seguidores
    Pernambuco, Brasil

    José Condé