Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições0
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas2
    • Leitores70
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Silêncio - Doze Histórias Universais Sobre a Morte

    Ilan Brenman, Heidi Strecker

    Cia das Letras
    2012
    112 páginas
    3h 44m
    ISBN-13: 9788535920383
    Português Brasileiro
    3.4
    22 avaliações
    Leram35Lendo0Querem35Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos0Desejados35Avaliaram22

    Os contos de tradição popular, além de refletirem os costumes, valores e crenças das civilizações, desempenham o importante papel de tentar desvendar as grandes questões da humanidade, para as quais cada povo encontra sua própria resposta. Pois a morte é um desses temas inquietantes que vêm fascinando e, ao mesmo tempo, atemorizando sociedades ao longo da história. Afinal, como disseram os autores deste livro, "a morte nos tira as pessoas que amamos e também aquelas que nem conhecemos. O destino vem e corta nossos sonhos. A morte interrompe o fluxo das coisas e nos obriga ao silêncio". Ela é fonte de angústia e tristeza, e falar sobre a morte nos causa desconforto, porque assim deparamos com a única certeza dentre as tantas incertezas, de que tudo um dia chega ao fim - ao menos por estas terras. Nestas Doze Histórias Universais Sobre a Morte, recontadas com toda a graça e sensibilidade por Ilan Brenman e Heidi Strecker, esse fenômeno percorre o mundo e adquire os mais diferentes aspectos, o que mostra, inclusive, que nem todos enxergam a morte como algo que se deve recear e lamentar. Como vemos aqui, na antiga civilização maia os índios quichés explicavam o surgimento da humanidade a partir de algo familiar a nós brasileiros: um bate-bola entre os senhores do Mundo Subterrâneo - a morte por excelência - e os gêmeos Hunahpu e Xbalanque. Entre os sumérios, na antiga Mesopotâmia, o príncipe Gilgamesh é tomado pelo medo da morte depois de presenciar o triste fim do amigo Enkidu e procura o segredo da imortalidade, mas acaba por descobrir a beleza de sua condição efêmera. Já no mito xintoísta japonês, é das lágrimas de Izanagui, que sofre com a perda de sua amada, que nascem Amaterasu, o deus do sol, e Tsuki-Yomi, o deus da lua, formando-se assim o universo. Entre contos mais difundidos e outros menos conhecidos entre nós, esta coletânea nos faz pensar na morte e, talvez acima de tudo, também nos permite refletir sobre a própria aventura de viver.

    Resenhas (2)Ver mais
    NARA DIAS picture
    NARA DIAS23/01/2017Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Contos sobre a Morte

    A Companhia das Letras, em parceria com o Instituto de Psicologia 4 Estações, lançou em 2013 o livro Silêncio, doze histórias universais sobre a morte, de Ilan Brenman e Heidi Strecker. A morte é um tema cercado de incertezas e que muitas vezes tentamos evitar. Porém, é um assunto que faz parte da história natural da humanidade, enfrentada de diferentes maneiras por aqueles que perdem um familiar, amigo ou conhecido. O livro traz um sumário, que organiza os doze contos, indicando o país ou região de origem. Os contos estão divididos em três partes, sendo elas: A busca da imortalidade, Amores que nunca morrem e Morte e renascimento. A edição é bastante atrativa, a capa consegue retratar a miscigenação de crenças em diferentes culturas e épocas. As ilustrações de Catarina Bessel dão ao livro um toque extraordinariamente belo. Gostei de rever algumas histórias que eu já conhecia, como a do Gilgamesh; Tristão e Isolda. E fiquei boquiaberta com histórias tão inusitadas como a de Mauí; Utanka e o deus Krishna; a deus Isís e Osíris; Izanagui e Izamami; Sedna e a criação do mundo marinho; os gêmeos Hunahpu e Xbalanque. No livro, é possível encontrar dois contos brasileiros. “A cachoeira de lágrimas”, originada do povo kaigang, menciona como os jovens Tarobá e Naípi se apaixonaram e morreram tragicamente, dando origem às Cataratas do Iguaçu. Já “O boi de Catirina” é conhecido no Brasil todo com diferentes nomes: Boi-bumbá, bumba meu boi, entre outros. A obra foi selecionada para a Feira do Livro de Bologna em 2013 e recebeu o selo de livro altamente recomendado pela Fundação Nacional do Livro Infanto-Juvenil. Analisando o conjunto da obra, é fácil entender sua importância cultural, recomendo a leitura.

    2 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.4 / 22
    • 5 estrelas9%
    • 4 estrelas14%
    • 3 estrelas68%
    • 2 estrelas9%
    • 1 estrelas0%
    Ilan Brenman profile picture

    Ilan Brenman

    Nasceu em Israel em 1973, mas mora no Brasil desde 1979. Psicólogo formado pela PUC de São Paulo, hoje dá cursos e palestras sobre temas como formação de leitores e literatura infantil. Nos últimos dez anos, ficou conhecido também como contador de histórias. Doutor em Educação pela USP já publicou mais de trinta livros (alguns premiados). Um pouco mais sobre Ilan: Ele ainda cursava Psicologia na PUC-SP quando percebeu que sua vida profissional não seria feita de ouvir as histórias dos futuros pacientes. O despertar da paixão pela literatura infantil e juvenil começou em 1992 quando ele ainda trabalhava como estagiário num projeto de educação não-formal e encantava crianças contando histórias. Esta descoberta fez com que ele se apaixonasse pela literatura infantil e juvenil. Remonta desta época suas primeiras criações literárias como o famoso “ O Pó do crescimento” história que virou livro em 2001 pela Ed. Martins Fontes e foi relançado numa edição especial em 2011. Além de suas criações literárias, ao longo de 20 anos, Ilan montou um acervo de cerca de quatro mil livros infantis em sua casa. Em 1997 ingressou no projeto Biblioteca Viva, da Fundação Abrinq, onde trabalhou por 5 anos na formação de educadores em creches, comunidades de risco e assentamentos de terra. Durante este período teve contato com públicos diversos, de crianças portadoras de deficiências a adolescentes hospitalizados. Depois desta experiência continuou circulando pelo pais dando consultoria e assessoria na área de formação do leitor e humanização hospitalar. Ilan fez mestrado e doutorado na Faculdade de Educação da USP. Seus trabalhos acadêmicos sempre defendem uma literatura infantil e juvenil livre da ideologia do “politicamente correto” e com muito respeito à inteligência e a sensibilidade da criança e do jovem leitor. Seu trabalho acadêmico foi publicado pela editora Aletria em m aio de 2012.( Através da vidraça da escola e A condenação de Emilia ). Desde 1997 Ilan já publicou mais de 50 livros infantis e juvenis. Ganhou inúmeras vezes o selo “Altamente Recomendável” da Fundação Nacional do Livro Infanto Juvenil. Pela mesma Fundação ganhou três prêmios: Melhor livro de reconto 2009, pelas “14 Pérolas da Índia” (Ed”. Binq Book), e Melhor livro-Imagem 2010, pelo” Telefone sem Fio” (Ed Cia da Letrinhas) e Melhor Livro Infantil de 2011 pelo “ O Alvo” ( Ed. Ática) . Seus livros são também presença constante no catálogo brasileiro levado a feira Internacional de Bolonha. Em 2012 seu livro “O Alvo” (Ed. Ática) foi selecionado para o catálogo Withe Ravens (Munich/Alemanha), o que significa fazer parte do melhor que foi publicado no mundo em 2011. Desde 2011 os livros de Ilan ultrapassaram as fronteiras brasileiras e hoje já são publicados na Europa e Ásia.. Atualmente Ilan compartilha suas reflexões sobre educação, cultura e outros vários assuntos em sua coluna mensal na Revista Crescer “Palavrórios e Rabugices” E também percorre o Brasil e o mundo dando palestras e participando de mesas de debate em feiras de livros, escolas, universidades públicas e privadas sobre temas contemporâneos nas áreas de cultura, família, literatura e educação

    135 Livros
    44 Seguidores

    Ilan Brenman