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    Celeste -

    Maria Benedita Bormann

    Presença
    1988
    176 páginas
    5h 52m
    ISBN-10: 8525200344
    Português Brasileiro
    3.5
    8 avaliações
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    Favoritos2Desejados10Avaliaram8

    Celeste é um romance naturalista de 1893, escrito pela gaúcha Maria Benedita Bormann, sob o pseudônimo de Délia. A narrativa revela os impulsos sexuais “exarcebados” da protagonista Celeste, mulher branca da elite carioca da segunda metade do século XIX, o que a impede de cumprir seu papel social de esposa. Este romance, embora considerado obsceno por seus contemporâneos, alcançou relativo sucesso no momento de sua publicação, sobretudo porque tematiza a sexualidade feminina em um momento de silenciamento, negação e controle do sexo e do prazer das mulheres burguesas. Celeste mobiliza explicações médicas e científicas para comportamentos humanos, que são classificados e medicalizados à luz da ciência da época. Além disso, esta obra exponhe o casamento como uma instituição social abominável, que leva, inevitavelmente, à infelicidade das famílias. (Via Ludmila de Souza Maia.)

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    Resenhas (1)Ver mais
    Simony Araujo picture
    Simony Araujo21/05/2023Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Celeste (e Rodrigo)

    Um clássico que termina com a heroína louca, morta em seu próprio devaneio. Talvez seja esse o castigo literário das mulheres que ousam amar, principalmente amar demais. Quando estava prestes a alcançar o amor que tanto sonhou, perde-o sem nem provar o gosto. A desafortunada.

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    3.5 / 8
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    Maria Benedita Câmara Bormann profile picture

    Maria Benedita Câmara Bormann

    Conhecida pelo pseudônimo Délia, foi uma cronista, romancista, contista e jornalista brasileira. Nascida numa família de prestígio social e político, morou num sobrado que existe até os dias de hoje na Rua do Rezende, 48. Aprendeu francês e inglês e foi estudiosa da literatura de sua época. Também pintava, tocava piano e cantava com bela voz de mezzo-soprano. Casou-se em 1872 com José Bernardino Bormann, herói da Guerra do Paraguai, que se tornou ministro da Guerra em 1909, e que também foi escritor e ensaísta. Extremamente talentosa, alegre e irônica, publicou crônicas, folhetins e pequenos contos nos principais veículos informativos do Rio de Janeiro, entre 1880 e 1895. Colaborou na mesma coluna do jornal <i>O País</i>, alternando com escritores de renome como Coelho Netto, Valentim Magalhães e outros. Foi contemporânea de redação de Aluísio Azevedo, Joaquim Nabuco, Carlos de Laet e da poetisa portuguesa Maria Amália Vaz de Carvalho. Algumas de suas obras: <i>Aurélia</i>, romance/novela (1883); <i>Duas Irmãs</i>, romance/novela (1884); <i>Uma vítima</i>, conto (1884); <i>Lésbia</i>, romance/novela (1890); <i>A estátua de neve</i>, conto (1890); <i>Celeste</i>, romance/novela (1893); <i>Angelina</i>, romance/novela (1894). FONTE: Wikipédia

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    Rio de Janeiro, Brasil

    Maria Benedita Câmara Bormann