Pindorama - A Outra História do Brasil

    Cavalcanti, Lailson de Holanda

    Companhia Editora Nacional
    2004
    190 páginas
    6h 20m
    ISBN-10: 8504007014
    Português Brasileiro

    Uma versão crítica e bem-humorada sobre a história do Brasil. No álbum, o leitor viaja no tempo com Vasco Cuínas Del Mangue, um lavador de convés da Esquadra de Cabral, um casal de índios e Jurupari, um ser que simboliza o espírito de Pindorama. A aventura é acompanhada por algumas entidades da mitologia brasileira e percorre de maneira lúdica vários dos principais fatos de nossa história.

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    R .07/09/2017Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Em dia de manifestações cívicas, deu vontade de ler alguma coisa em referência à História do Brasil, e "Pindorama" respondeu bem às expectativas. É uma história em quadrinhos leve, divertida, crítica e curiosa, com um inusitado passeio entre o descobrimento do país e a primeira eleição do Lula. Resulta do trabalho do pernambucano Lailson de Holanda Cavalcanti e foi publicada em 2004. Em linhas gerais, um professor encontra algumas garrafas antigas em uma praia, recheadas com mensagens assinadas pelo português Vasco Del Mangue. O gajo fez parte da tripulação de Cabral e testemunhou a chegada em nosso país. Não apenas isso, em uma reviravolta surreal é deixado para trás, conhece personagens da mitologia local e, através do Jurupari, faz uma viagem no tempo passando por vários momentos históricos. É assim que encontra Maurício de Nassau, Zumbi, Tiradentes, os imperadores, Getúlio, JK, etc e tal. Cada momento ressaltando um aspecto importante da história do Brasil, contado com humor e sem o glamour que se estabeleceu para eles, traduzindo-se em uma narrativa informal. Essas histórias se revelam quando o professor e uma repórter realizam a leitura das mensagens nas garrafas. Algo marcante é o surgimento de um dragão à partir do império, que vai crescendo e perseguindo os viajantes através dos tempos, numa referência à inflação. A arte tem traços pueris, bem colorizados, totalizando quase 200 páginas, que li em um estalo prazeroso e curioso. Gostei e deixo em sugestão para a turma escolar. Ah, o Pindorama do título era o nome do país para os indígenas, a Terras das Palmeiras.

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