EDIÇÃO: Eu amo demais todas as capas da série, e ter minha protagonista favorita na capa certamente ajuda. De novo, o alto revelo em dourado sai muito fácil. A tradução e diagramação são as mesmas confortáveis dos anteriores, e ajudam a ambientar o enredo.
ESCRITA: Mais palmas. A riqueza de detalhes é única. Anna Godbersen é muito habilidosa em entrelaçar os caminhos dos personagens e os arcos de cada um, principalmente dos protagonistas. E é muito boa em particularizar cada perspectiva, ainda que em 3a pessoa.
ENREDO: Estamos no ápice da série, onde tudo se encaminha para o grande desfecho que acontecerá no próximo e último livro da série. Como aqui já estamos mais que familiarizados com os locais e personagens, é tudo muito fluido. Ainda assim, o enredo não fica repetitivo por não ter nenhuma grande aventura épica, mas focar na trajetória dos personagens com muitos sentimentos, bons e ruins. Fico impressionada como a autora muda a linha do enredo com reviravoltas de um jeito tão crível e verossimilhante que as guinadas são totalmente justificáveis.
PERSONAGENS: o ponto alto da série. Elizabeth, Diana, Penelope, Carolina e Henry são os nossos protagonistas narradores, cada um com suas peculiaridades. Elizabeth melhora um pouco nesse, Penelope é maravilhosa, Carolina é minha favorita nesse, e Henry e Diana são meus bebês. Eles são tão distintos entre si e ainda assim, são humanos, e isso traz semelhanças pros seus comportamentos e decisões.
+: A cada livro que passa, eu fico mais feliz de ter apostado na série. O enredo não é profundo, não tem nenhum grande mistério pra resolver, não tem nenhuma revolução. Mas temos personagens tão complexos, tão humanos, que podem ser qualquer um de nós. A ordinariedade da estória é o que a torna tão extraordinária. Já sou fã assumida da autora.
"[...] suas heroínas preferidas sempre tomavam as rédeas do próprio destino."
"Encarar o que é difícil e seguir em frente... é isso que se deve fazer."
"Quantas impressões falsas? [...] Quantos corações partidos só por causa da falta de cuidado e de coragem? Quantos erros centenários havia por trás daquelas finas cortinas?"